quarta-feira, 23 de abril de 2014

Relato Patagonia Run 100 K!



Finalmente chegou o dia que eu tanto esperava. Conclui a Patagonia Run 100 K depois de quase 6 meses de treinamento. Vou passar aqui um pouco de como foi a prova e em outras postagens eu vou tentar dar algumas dicas de como treinar para a prova e de equipamentos.

Cheguei dia 10/04 em San Martin de Los Andes na Argentina, uma verdadeira maratona para chegar até lá. Vários voos, traslados, esperas... E para ajudar, minha mala com diversos equipamentos e principalmente suplementos não havia chegado. Felizmente a roupa que eu estava programando para usar na prova, minha lanterna, mochila de hidratação e tênis vieram na minha bagagem de mão, o que amortizou um pouco do "prejuízo", porem não havia roupas nem tenis para realizar trocas no meio da prova e o mais importante, não tinha suplementos. Revirei San Martin atrás de gel de carboidrato, só achei de uma marca e em pouca quantidade. Eram péssimos, não consegui usar durante a prova (depois fui saber em uma conversa com um dos organizadores que a Argentina fechou as portas para a importação de suplementos! Atenção se você for fazer prova lá!)
Os 3 guerreiros
A prova ocorreu no dia 12/04 largando a meia noite. Dia 11/04 a tarde tivemos o congresso técnico. Não teve nada de muito novo. A maioria das informações apresentadas já estavam disponíveis no site da prova e também já havia lido relatos anteriores. Uma das novidades que agradou a maioria presente é quem em 2015 a prova contará com a distancia de 120 kms! Esperei até o último momento para que a minha mala chegasse com os suplementos, mas infelizmente fiquei só na espera. Ia ter que correr com os géis ruins e comida fornecida pela prova.
As 23:00h combinei com meus amigos de treino (Cid e Milton) que também iam correr os 100 km que nos encontraríamos perto do ponto aonde pegariamos a van para a largada. Emoção a flor da pele, não tem como descrever esses momentos...  Logo chegamos a base do exercito da onde a corrida sairia. Tudo foi muito rápido e logo estávamos nos alinhando no pórtico de largada. Muito frio, todos bem agasalhados para encarar os 100 kms. Esses momentos foram estranhos, todos ali alinhados para uma jornada de pelo menos 12 horas em terrenos variados e duríssimos. Começou a tocar um hard rock legal ali e todo mundo se aquecendo...10,9,8,7.......e partimos!
Momentos antes da largada
Na van antes da largada
Combinamos anteriormente que tentaríamos largar no meio do pessoal para não perder muito tempo nas trilhas técnicas do inicio que ficam bem congestionadas. O inicio foi tranquilo, sem forçar e nos mantemos juntos por uns 5 kms. O frio aumentava a cada km mas ainda estava correndo somente de segunda pele e camisa da prova. Passamos por alguns trechos técnicos, algumas descidas em zig-zag (essas ainda iriam aparecer muito pela prova) subidas e descidas curtas. O chão coberto de geada e orvalho brilhava sobre a luz de nossas lanternas. Era muito bonito e uma imagem que não cansou em nenhum momento. Logo entramos em uma estrada de terra com algumas subidas. Pelo traçado da prova da pra ver que subimos mais ou menos 300 metros em 3 km. Foi bem tranquilo, logo chegamos ao primeiro posto de hidratação, meu objetivo era passar direto por esse posto, mas bateu uma vontade enorme de fazer xixi e parei uns 200 metros pra frente deste posto. Isso ia se tornar rotina, a cada 2 kms tinha que parar para me aliviar. Creio que por conta do frio eu não estava transpirando tanto e por isso tudo tinha que sair pela urina, muito chato. Logo começamos uma subida mais inclinada por uma estrada de terra, e seguimos por várias descidas técnicas e subidas até chegar ao primeiro ponto de assistencia ao corredor que tinha comida, o PAS Corfone. Até ai só tinha comido o gel que eu tinha comprado e tomado isotonico da mochila da hidratação. No posto me alimentei com bolo, batata chips e castanhas além de um café bem açucarado. Sai de lá carregando algumas barrinhas de cereal para comer no caminho além de ter enchido a mochila de hidratação com isotonico. Segue um video rápido de como era o posto:
Entramos em mais uma estrada de chão com subida até o próximo ponto de hidratação. Durante este percurso eu resolvi colocar o casaco corta vento, fiquei bem mais confortavel. O posto de hidratação antes da ultima subida ao cume passei direto. Continuei parando diversas vezes para fazer xixi. Logo começamos a subida a montanha Colorado. Era uma subida em trilha single track, consegui subir bem, ultrapassei algumas pessoas no caminho. A neve cada vez se acumulava mais. Logo entramos em uma área de campo aberto e dava pra ver a luz dos corredores chegando ao cume e os corredores logo abaixo de mim. Em muitos pontos havia gelo no chão tornando a subida bem escorregadia e um pouco perigosa. Infelizmente como era noite não dava pra ver a paisagem ao redor. Cheguei ao cume, era uma area descampada com um muro de pedras que servia de proteção contra o vento. Alguns staffs ali para ajudar os corredores. Posso estar errado mas essa parte da corrida só foi percorrida por quem fez os 100 km. Fiquei um minuto ali e tentei fazer um video, que não mostrou muita coisa. Logo comecei a descida e vi que não ia ser nada fácil. 
Inicio da prova
O inicio da descida era muito inclinada, muitas partes tinham que ser feitas pulando ou sem freio mesmo. Como não tenho tanto condicionamento pra aguentar esse esforço e ter de correr mais 70 km depois eu fui devagar e me segurando bastante. Muitos zigzags, e em algumas descidas várias pedras soltas rolavam e te acertavam no calcanhar. Logo entramos numa floresta numa descida técnica single track. Ai
o negócio ficou feio, o corredor que estava logo a frente de mim caiu umas 2 vezes. Fiquei alerta e imaginei que não ia repetir o erro. Ilusão minha, em uma curva fechada havia bastante gelo grudado com pedras e ainda um tronco logo após. Fui passar esses obstaculos e cai. Nada demais, mas fiquei um pouco frustrado. Logo a frente a mesma situação, cai de novo. Muito gelo e pedras estavam atrapalhando o percurso. Cai umas 5 vezes em 5 minutos. Na última vez torci o joelho esquerdo na queda. Senti uma fisgada na lateral dele. Me levantei e continuei correndo. Doeu um pouco mas passou. Fiquei preocupado com o joelho mas logo os kms passaram e a dor não apareceu... A descida continuou bem inclinada mas felizmente não tão perigosa. O gelo não aparecia mais e o terreno era mais tranquilo.
Acabou a descida e logo cheguei ao ponto de assistencia. Me esquentei, comi bastante, peguei algumas barrinhas de cereal, enchi minha mochila de hidratação com isotonico e sai. Nesse posto havia a opção de pegar uma das minhas sacolas, mas como a roupa não estava atrapalhando nem os tenis, resolvi deixar pra lá. Ainda estava de noite e o frio estava atrapalhando bastante. O caminho até o próximo posto foi tranquilo, algumas subidas, bastante estrada de chão... Foi um trecho bem "corrivel"...Nesse ponto precisei trocar as pilhas da minha lanterna, ela estava muito fraca e ficou até perigoso eu correr assim pois o risco de tropeçar em uma pedra que não via era muito grande. Passamos por diversos corregos em que molhavamos o tenis...A água parecia uma faca penetrando, era muito gelada...Não tinha o que fazer, a cada 500 mts tinha um novo riacho. Comecei a comer mais barrinhas para me abastecer, os problema é que o gosto delas eram horriveis. Lá pela quarta ou quinta ficava enjoado só de pensar. Resolvi tentar ficar só no isotonico e de vez em quando tomar um gel, comendo bastante nos postos. Cheguei ao posto Quilanhue começando a amanhecer. Esse posto ficava com 42 km mais ou menos de prova e comecei a me sentir mesmo dentro da prova a partir deste marco. Sabia que as dificuldades que antes eram quase inexistentes iam começar a aparecer. Comi bastante novamente me aqueci e sai...Estava com mais ou menos 8 horas de prova nesse momento e o sol começava a aparecer. A paisagem era muito bonita ao redor, mas ainda continuava muito frio. Nesse ponto a concentração de riachos aumentou bastante, sempre estava com os pés molhados. Num desses riachos uma luva caiu na água. Tentei por de novo na mão mas estava impossivel aguentar o frio. Pendurei na cintura e continuei correndo. Quando vi a luva congelou. Nessa parte da prova o cansaço começou a bater forte. Ficou dificil para correr e comecei a sentir os quadriceps. Tentei comer um pouco da barrinha e do gel mas estava péssimo e fiquei enjoado com o gosto deles. Estav contando os kms para chegar ao proximo posto para conseguir comer bem. Passamos por diversos pastos e algumas estradas de chão até chegar ao posto Quechuquina. Repeti todo o procedimento, me aqueci, comi bastante...Nesse posto também havia a sacola, desta vez peguei a sacola mas somente usei o calção que tinha colocado ali para por cima da calça que eu estava vestindo...Vou explicar o porque melhor num outro post que vou fazer sobre o equipamento que eu usei. Também tomei anti-inflamatório e tomei bastante sopa. Deu uma boa animada. Nesse ponto passamos da marca dos 50 km (estava com 09:46 de prova, o que eu estava esperando), o que era marca inédita pra mim pois nos treinos infelizmente não tinha passado dos 50 km (vou escrever um pouco mais sobre isso em outro post).
Eu to ali no cantinho da foto =)
Quase amanhacendo mas ainda muito FRIO!
Novamente algumas estradas de chão e pastos até entrar numa floresta em trilha single track. Muitos troncos para desviar e várias subidas...Continuava só no isotonico, tava dificil comer...Minha velocidade dimunuiu bastante e estava me sentindo péssimo. Cansado, enjoado, desmotivado...Nesse momento estava correndo a maior parte do tempo sozinho, e a corrida não rendia. Estava no fundo do poço. Tive de parar do lado da trilha em um momento pois estava muito tonto, achei que ia desmaiar a qualquer instante. Comi algumas balas que tinha no bolso tomei bastante isotonico e prossegui. Nem me lembro muito dessa parte, só lembro que estava mal. Após me recuperar (não me lembro quanto tempo levou e nem quão distante eu estava do proximo ponto de assistencia) eu adotei a seguinte estrategia: a cada 40 minutos comer pelo menos uma barrinha inteira junto com bastante isotonico nos intervalos desses 40 minutos tomar bastante isotonico. Posso dizer que isso salvou a minha prova. Repetia esse ritual mesmo enjoado...sabia que se não fizesse isso não aguentaria até o fim. 
Um dos riachos que atravessamos. FRIO!
Após estar um pouco mais recuperado cheguei ao PAS Coihue (o último antes da subida a segunda e última montanha da prova) ainda mal...Cansado e enjoado. Sabia que ali as coisas iam piorar bastante. Subiriamos o monte Quilanhue. O Staff nos posto nos avisou que seriam 4 kms de subida infernal com 3 kms de descida infernal. Nesse momento fiquei em duvida se conseguiria e o meu estado naquele momento era um dos piores possiveis...Logo depois de ter passado mal na trilha imaginei que poderia passar mal na subida e ficar por ali mesmo. O pessoal que estava parada junto comigo no posto começou a sair do posto, e eu segui sem pensar muito. Estava contando cada quilometro. Não nada fácil, principalmente porque neste ponto já estava com 70 kms nas costas. Nesse momento que vi a real dificuldade do percurso. Tenho de confessar que até esse momento não estava achando a prova tão difícil assim, estava que a maratona de Corupá estava mais difícil. Acho que muitos corredores ficaram neste ponto. Comecei a subir, sempre comendo no horário certo mesmo enjoado. Não voltei a ficar tão mal quanto antes. Apesar de ser muito dura, a subida até que passou rápido. Fui no meu ritmo sem forçar..Novamente alguns trechos com neve e gelo. 4 km após cheguei ao cume. Nunca irei esquecer a visão que tive de lá. Era muito lindo, com certeza uma das coisas mais bonitas que já vi na vida. Se voce um dia decidir fazer a Patagonia Run faça uma distancia que contemple a subida a este cume. Vale muito a pena. 
Fiquei admirando a vista e tirando fotos por uns 5 minutos e comecei a descida. A descida foi muito pior que a subida, sem sombra de duvida. O terreno da descida era areia grossa com algumas pedras e muito inclinada, fazendo vários zigzags...Alguns trechos a descida era tão inclinada que chegava a ser uma queda... 
Corri nos trechos em que era possivel e na maior parte das quedas descia derrapando o calcanhar na areia...Fui bem rápido até na descida, consegui ultrapassar algumas pessoas (não estava mais me importando com o tempo de prova neste momento, só queria terminar). O problema é que o joelho que eu tinha torcido no km 30 agora começou a incomodar...Não conseguia mais descer apoiando na perna esquerda (do joelho machucado), tinha que descer somente apoiando no lado direito...Isso trouxe um pouco mais de sofrimento para uma parte bem chata da prova...Não aguentava mais descer e estava doendo bastante, mas depois de 3 km chegamos ao posto Quilanlahue pela segunda vez na prova. 

Eu no cume. Atrás dá pra ver o Vulcão Lanin! Uma das vistas mais bonitas da prova!
Neste momento não estava mais me sentindo mal por falta de comida, mas aproveitei e comi bastante de novo. Como faltava pouco mais de 20 kms para acabar a prova resolvi correr um pouco mais. Até esse ponto fui bastante conservador. Estava com quase 16 horas de prova. O tempo começou a esfriar mais também, apesar do sol. Meu joelho estava incomodando bastante. Nesta parte corremos bastante por estradas de chão. Se eu andasse meu joelho doia muito, então só restava correr mesmo...
Cheguei ao posto Colorado 2 uma hora e meia depois de ter saido do ultimo posto. A dor no joelho aumentava mas ainda estava suportavel. Neste momento tive de recolocar a lanterna de cabeça pois estava escurecendo. Isso me deixou um pouco chateado, não queria chegar durante a noite. Mas logo deixei isso de lado e coloquei na cabeça que perto das dificuldades do percurso chegar seria uma grande vitória. 
Logo depois que sai do posto Colorado a dor foi aumentando e não parava de aumentar. Neste momento faltavam uns 15 kms para acabar a prova e se não fosse por estar tão próximo da chegada eu certamente teria desistido. A dor estava muito forte neste momento. Andar só piorava e correr rápido também piorava.

O que me restava era um trote de cavalo manco...Fui ultrapassado por muita gente andando nesse momento. Foi agonizante...Próximo de chegar ao ultimo ponto de assistencia antes da chegada o PAS Bayos, imaginei se eles tinham algum médico para me ajudar. Assim que cheguei solicitei por ajuda médica. Vieram 2...mal consegui me mexer até chegar a área de exame. Um dos médicos fez manobras no joelho para analisar instabilidades na articulação ou ruptura do ligamento. Felizmente não era o caso. Me ofereceram um antiinflamatorio oral ou injetavel. Optei pelo oral... Sai do posto muito mal, mal conseguia apoiar o joelho.. não tenho vergonha de dizer que neste momento chorei de dor...e chorei várias vezes durante os ultimos 7 kms até a chegada...Logo a noite baixou e o frio também. O frio piorava muito a dor...Dava pra ver a cidade ao fundo, mas cada km parecia interminavel. Logo entramos em uma descida de asfalto que eu com certeza "voaria" se estivesse bem... Mas nesse momento no meu trotinho eu era passado por pessoas andando..Nesse momento eu só pensava no quão perto estava a chegada e que não podia desistir tão perto. Foi muito dificil. Logo entramos na cidade e muita gente parabenizava os corredores. Apesar desse pessoal me animar, a dor logo me desanimava... Logo fui reconhecendo os lugares próximos a chegada. Logo estaria chegando...De repente ouvi vários gritos e parabéns e várias pessoas vindo em minha direção. Eram meus amigos (Cid, Marcia e Rosane) junto da minha esposa Júlia. Tinha muita coisa para falar naquele momento, muita coisa que queria dividir, queria abraçar todos...Mas na limitação da minha dor só pude dizer que estava dificil. Eles me seguiram até a linha de chegada, o Cid depois de correr 100 km em um tempaço ainda conseguiu correr comigo...Fiquei muito feliz! Ultrapassei a linha de chegada e recebi a medalha! Tudo aquilo que havia me dedicado há mais de 6 meses havia acabado. Tinha terminado a Patagonia Run 100 km. Muitas coisas me vieram na cabeça após ter cruzado a linha de chegada...Tentei me levantar para abraçar a Julia...não consegui, fui pro chão...Não aguentava mais ficar em pé por causa do joelho...Chamaram o médico para me examinar. Novamente ele viu que não era nada sério e falou para eu tomar um banho e repousar...Tentei andar novamente e doia muito...Me apoiei na Julia e fui assim até o hotel umas 3 quadras da chegada...Foi muito dolorido, parecia interminavel...
Para terminar:a prova foi somente a pontinha do iceberg de meses de preparação e estudo. O mais dificil de fazer uma prova neste estilo não é somente percorrer a prova, mas toda a preparação que ela envolve. Tive de treinar muitas horas na esteira, muitas horas durante a semana...Felizmente quando estou em terra tenho bastante tempo livre e minha esposa sempre me apoia no esporte, mas imagino o quão dificil não é para alguem que tem que dividir o tempo entre trabalho, familia...Fiz muitos amigos treinando..o Bruno, técnico da webtreino que me iniciou nas montanhas e foi mostrando o caminho do trail run, o Cid que passou muito tempo treinando comigo principalmente na trilha da Copel e nas montanhas. O Milton que só fui conhecer no último treino de montanha mas que é um grande atleta e uma pessoa muito agradável.
Vale a pena mencionar que o Cid foi o primeiro Brasileiro a chegar na distancia 100 km e o único homem brasileiro a se classificar para a loteria da Western States (tinha que terminar a prova em menos de 16 horas...DURISSIMO!). O Milton ganhou a categoria 60+ com um ótimo tempo! Só treinei com fera!
Aprendi muito com a prova, tenho muito o que dividir com todos...A prova é sensacional e muito difícil. Vou ainda escrever um post sobre como treinei e um outro sobre os equipamentos que usei na prova...Ainda faltam colocar fotos e videos, mas vou fazendo aos poucos. Preferi fazer o relato já para não perder da memória o que eu passei...
Resultado final: 20:32 de prova! 

Obrigado a todos que me apoiaram e me prepararam...Meu técnico Fábio Bronze, que sempre me disse que dava, sempre me botou pra cima e sempre acreditou em mim. Várias dificuldades no caminho que conseguimos contornar junto. Com certeza parte fundamental desse sucesso...Meu amigo e fisioterapeuta Cid, grande parceiro de treinos, amigo, além de excelente fisioterapeuta! A nutricionista Yana Glaser que está me acompanhando já faz mais de um ano, já fez parte de outras conquistas e fez um plano muito legal para eu utilizar na prova que infelizmente não pode ser posto em prática porque meus suplementos não chegaram...Minha esposa Júlia que sempre me apoiou e cada vez que merecia um incentivo ou puxão de orelha ela estava lá. Meu pai por ser minha inspiração! Com certeza muito mais gente está nessa lista, e todas essas pessoas sabem que fizeram parte dessa conquista...a todos meu agradecimento!

3 comentários:

  1. Parabéns pela conquista e pela garra e persistência para concluir a prova apesar de todo o sofrimento! Essas experiências só nos engrandecem e aumentam nosso desejo de superação!

    Gabriel
    seelacorreeucorro.blogspot.com

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  2. Parabens, Felipe! Confesso que fiquei aflita ao ler o seu relato. . . Não faz parte do meu mundo esse "sofrer fisicamente para atingir um objetivo', mas admiro muito sua garra e coragem. Continuo torcendo por você, pela Julia e pelo seu pai. Aliás, seus pais devem estar "mega orgulhosos" de você e desse seu feito. Beijo grande! Mariô

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  3. Parabéns. Só quem corre sabe o que se passa durante uma corrida dessas.

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