sexta-feira, 28 de junho de 2013

Treinar em esteira

Esse post quem vai escrever é o Felipe, já que ele é "especialista" em treinar na esteira, porém com esse tempo mega chuvoso, eu também já estou ficando craque no assunto.

Se você acha que um minuto passa rápido você nunca esteve numa esteira.

Meu trabalho me impõe uma rotina diferente de 90% da população. Metade do mês eu trabalho "preso" em uma plataforma de petróleo e a outra metade passo em terra. É uma rotina diferente que eu me acostumei bem. O único problema nela é que quando estou embarcado o único jeito de treinar e na esteira. Faz quase um ano que corro então meu tempo de esteira é de mais ou menos 6 meses. Aprendi algumas macetes de como treinar com esteira e vou dividir com vocês:

Footpod
-Esteiras são imprecisas: se você for confiar na esteira pra dizer qual a velocidade ou distancia que você está treinando esqueça. A maioria erra e isso pode frustar um pouco teu treinamento por achar que você não está rendendo quanto deveria. A esteira que treino hoje erra em quase 10%. Ou seja, se ela está marcando que corri 10 km eu já corri 11 km. O que eu uso hoje para contornar isso é o Footpod (ou pedômetro) . O footpod é um acelerometro que você prende em um dos tênis. Ele se conecta com o seu computador de corrida e transmite os dados que recolhe da passada. Não são todos computadores que aceitam e alguns footpods só funcionam com alguns tipos de computador. Se bem calibrado ele vai te indicar a distancia percorrida assim como o pace. Pela minha experiência dá pra confiar bem nele. Outra alternativa é treinar por tempo. Ai não tem erro, qualquer relógio vai te servir. Pela sua experiência você pode estimar a distancia percorrida.

-Esteiras são chatas: todo mundo sabe. Passar 30 minutos na esteira é difícil, pior ainda 1 hora e 40 minutos. Esse foi o tempo máximo que já suportei na esteira. É um exercício de paciência e força de vontade. Diversos são os artifícios que você pode usar para tentar ajudar. O mais conhecido é a música. Eu sempre trago comigo o MP3 player mas consigo correr sem. O ideal é colocar músicas mais agitadas, músicas lentas "quebram o clima". Pensar também me ajuda muito. Quando penso em desistir (não por fadiga ou lesão..) lembro que tenho que estar feliz pela oportunidade que estou teno de praticar um esporte que gosto e pelo beneficio que tenho em faze-lo. Também penso que quanto mais tempo passo ali na esteira mais perto estou de chegar no meu objetivo, seja de terminar uma prova ou baixar meu tempo. Sei que se apertar aquele botão vermelho será uma alegria passageira, que daqui 15 minutos vou estar arrependido de não terminar o treino. Nunca parei um treino em esteira por estar me sentindo entediado mas diversas foram as vezes que tive vontade de parar.

-Esteira não tem feeling: é difícil correr por "feeling" na esteira. O calor da academia aliado a falta de percepção de velocidade fazia com que treinasse sempre em velocidades inferiores da que deveria treinar. Percebi e contornei isso usando um frequencimetro e um podometro. O frequencimetro funciona mais ou menos como um "conta-giros" para mim e consigo saber se estou abusando ou não do meu motor. Treinar com frequência cardíaca não é difícil e um treinador pode ajudar. Hoje consigo correr na esteira com um pace quase igual ao que eu corro em terra.

-Esteiras são muito boas pra treinar intervalos: a tendencia de quando treinamos intervalos é deixar o ritmo cair conforme vamos repetindo as series. A esteira não te deixa fazer isso. Programando a mesma velocidade a cada repetição você é obrigado a manter-se nela. Claro, se abusar da velocidade no começo pode ser que não aguente até o final do treino, mas é para isso que você pode usar o frequencimetro e/ou o podometro.

-Esteiras são perigosas: muita gente não usa aquela cordinha de segurança que algumas esteiras possuem. Em caso de queda ela asseguram que a esteira pare no momento em que você caiu evitando que você seja lançado para trás. Usar ela pode ser a diferença entre uma leve escoriação no joelho e uma lesão mais séria que te deixe afastado das atividades físicas. Faça do ato de prender a cordinha um hábito e nunca mais corra sem ela.

domingo, 23 de junho de 2013

Corrida dos Namorados

Noite fria de quarta-feira, dia 12 de junho. Dia dos namorados!
Os casais normais saem para jantar, vão ao cinema, trocam presentes. Coisas normais de pessoas em sã consciência.  Como nós não somos um casal normal e com certeza não estamos em plena sanidade, resolvemos comemorar de uma forma um pouco mais original e divertida. Fizemos uma corrida de revezamento!

A corrida escolhida foi a Corrida dos Namorados, e foi realizada no parque Tingui usando o mesmo percurso já bem conhecido pelos corredores curitibanos, o da Corrida da Lua Cheia. Consistia em 12.9km divididos em 3 voltas, nos primeiros 4.3km as mulheres corriam sozinhas, revezando com os homens para correrem 4.3km e a terceira volta realizada pelo casal junto fechando os últimos 4.3km. O melhor disso tudo que além do frio, o parque onde ocorreu essa prova é bem escuro em diversas partes e tem muita subida.

Eu (Júlia) sai para a primeira parte da prova esperando manter o pace em 6min/km. O primeiro km fiz bem abaixo disso, 5:42min/km, porém começaram as subidas e a fadiga da prova que tinha feito no domingo.
Em um outro post comentei que sinto muita dor na região do diafragma quando corro . Pois bem, não me atentei em deixar uma hora e meia de folga entre o lanche e a corrida, então assim que passei o km 2 as dores aparecerem, e bem fortes. Não parei para andar, isso nem passou pela minha cabeça. Prestei muita atenção na minha respiração e no fato que estava há 2km de revezar com o Felipe, que estava me esperando com muito frio. Só queria chegar o mais rápido possível.

Me esforcei muito para chegar ao ponto de revezamento o mais rápido possível.
Acabei não chegando tão mal quanto eu achava, mais da metade dos namorados ainda estavam lá, esperando para correr.

Eu (Felipe) sai para correr com o objetivo de fazer 4:12 min/km. Sai bem até, um pouco abaixo dessa média, mas as subidas me destruiram. Creio que o desgaste da prova de 10 km no domingo e o frio do dia contribuiram também. Foi sofrido chegar até até o fim da volta e no final a média deu 4:20 min/km. Recorde no percurso (18:50), mas longe do que poderia ter alcançado num dia bom.

Cheguei no portico de revezamento e eu e a Jú partimos para a terceira volta juntos. Saimos bem, fizemos força nas subidas, e fomos ultrapassados por uns 3 casais, mas foi muito gostoso correr juntos. Fazia tempo que não fazíamos isso. Chegamos com 01h12min em 26. lugar (tinham 70 no total).
Nossa janta acabou sendo no carro mesmo, na volta para casa. Uma deliciosa dose de whey! Melhor comemoração do dia dos namorados!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Meia Maratona de Florianopolis

Rápida, plana, fria. Esse foi o "peixe" que a O2 vendeu para atrair corredores para correr 21 km (também tinha prova de 10 e 5 km) a beira mar na Ilha da Magia. E atraiu MUITA gente, incluindo o casal que escreve nesse blog.

Antes de eu e a Júlia relatarmos as provas individualmente vou colocar o contexto em que nós corremos e nossos objetivos.

Comecei a me preparar para a prova há 3 meses e foi a primeira prova que eu me preparei com o auxilio de uma assessoria, a Webtreino. Anteriormente me preparava para provas com planos estabelecidos por eu mesmo ou planilhas achadas na internet. Conversei com o meu técnico, Fábio Bronze e estabelecemos um plano: se preparar para uma prova de 10 km e ir "subindo" as distancias até chegar na maratona daqui há mais ou menos 8 meses. Estava iniciando com uma base boa, fruto do treinamento que fiz para a minha primeira meia (que terminei em 1:45) e então a maioria dos treinos foram baseados em intensidade e intervalos. No começo sofri muito mas logo me acostumei com o treino. Analisando provas passadas e tempos em treinos o meu objetivo foi o de correr os 10 km abaixo de 45 minutos. Achei um objetivo razoável e não muito distante da minha realidade. Escolhi correr na Meia de Floripa exatamente pelos atrativos anunciados pela organização  Queria ter certeza que alcançaria meu máximo e que altimetria e temperatura não fossem obstáculos.

Após 3 meses de treinamento estava me sentindo pronto e a prova já estava chegando. Mas para minha infelicidade a "corrida" começou 3 dias antes: trabalho em uma plataforma de petróleo e estava programado para desembarcar dia 06 a tarde. Devido a um congestionamento o colega que iria me substituir não conseguiu comparecer a tempo do check-in do helicóptero no aeroporto e acabei tendo de ficar mais um dia a bordo. Não liguei muito, imprevistos acontecem, chegaria em casa sexta a noite e teria tempo suficiente para descansar e viajar no dia seguinte para Florianópolis. Sexta-feira chegou, fiz o voo de helicóptero sem problemas e cheguei em terra as 16 horas. Tempo suficiente para chegar até o aeroporto do Galeão, normalmente leva 45 minutos. Não dessa vez. Engarrafamentos absurdos, demorei 3 horas para chegar no aeroporto, mas cheguei a tempo. Pensei que apos passado esse susto nada mais daria errado. O voo saiu no horário, mas chegando em Curitiba o piloto anuncia que não teríamos teto para pousar e seguiríamos para Maringá. Comecei a ficar preocupado, pois o Kit da corrida não seria entregue no dia da corrida. Chegando em Maringá nos ofereceram um onibus para voltar para Curitiba. Não tive nem dúvida e meia noite o onibus partiu para Curitiba. Cheguei em Curitiba as 7 e 30 da manha, fui pra casa tomei um banho arrumamos as coisas e logo partimos para Floripa. Durante nossa viagem tivemos uma noticia muito boa: minha cunhada de 9 anos havia feito a sua primeira prova de natação e chegou em primeiro na sua bateria. Ficamos muito felizes e isso com certeza aumentou meu animo e o da Júlia. Chegamos em Florianopolis as 15:00 e direto para o hotel Majestic para pegar os kits. Dormimos cedo no mesmo num hotel próximo a largada e as 5 da manhã estávamos acordados para tomar o café da manhã. Acertamos os detalhes finais e partimos para a corrida.

Nossos números

A largada ocorreu no horário programado , as 7 da manhã e as provas dos 5, 10 e 21 km aconteceu simultaneamente, erro ABSURDO da organização. MUITA gente aglomerada antes do pórtico, eu tentei avançar um pouco para frente da largada mas não consegui ir muito longe. Acredito que havia uma fila de mais ou menos uns 100 metros para largar e mesmo tendo avançado por pelo menos metade da massa de corredores demorei 1:30 para alcançar o pórtico e começar a corrida.  Os números de peito distribuídos apresentavam cores diferentes: azul, verde e branco com a intenção de organizar a largada em baias. Não adiantou nada ninguém respeitou muitas pessoas que estavam ali para fazer 5 km andando largando na frente de quem queria fazer uma meia maratona rápida. Além disso a divisão das baias muito abrangente. Não lembro agora como exatamente estava organizada, mas acho que a baia verde era indicada para quem tinha pace de 7 min/km e a azul de 6/km. Mesmo se os corredores respeitassem com certeza haveria congestionamento na largada devido a falta de uma organização melhor para as baias.

Passado o pórtico o primeiro desafio foi tentar impor meu ritmo no meio daquele formigueiro. Minha meta era iniciar com 4:20 min/km e avaliar durante a prova se poderia ou não aumentar a velocidade. Foi complicado, muitas pessoas correndo de lado a lado formando filas, gente se confraternizando no meio da prova... Tive que pegar a ciclovia que passava paralelo a rua para fugir das pessoas. Funcionou muito bem, mas mesmo assim só consegui correr confortável e sem ficar desviando de pessoas no km 3. O primeiro km apesar das dificuldades eu consegui fechar em 4:28, um pouco acima do que eu queria mas dada a situação sinto que ainda sai no lucro.  Logo passando o segundo km a prova seguia por um viaduto. Não devia ter mais que 12 metros de altura mas algumas pessoas reclamaram bastante da prova ter passado por ali, principalmente quem fez os 5 kms pois logo apos descer o “morro”  os corredores deviam retornar pelo mesmo viaduto. Para os 10 km e meia a corrida avançou bastante até que o retorno fosse feito. A frente do viaduto somente leves inclinações que pouco afetavam o pace e foi assim quase a prova inteira. O segundo km eu fiquei bem entretido pelo percurso e não me lembro muita coisa. No terceiro km comecei a me avaliar: vi que o ritmo não estava nem muito pesado nem muito leve, senti que dava pra levar daquele jeito até o final. Pouco antes de entrar no quarto quilometro um rapaz jovem de camisa azul me ultrapassou. Senti que ele estava me “marcando” pois me passou seguiu rápido por uns 100 metros e depois diminuiu o passo. Decidi que não ia deixar barato e a partir daquele momento ele passou a ser meu coelho. Entramos e um túnel que devia ter uns 500 metros e quando percebi o cadarço do meu pé direito desamarrou. Fiquei um minuto pensando no que deveria fazer, ponderei em continuar a prova mesmo com o risco de tropeçar e ter que abandonar por ter me machucado. Decidi perder 10 segundos e terminar seguro. Só não contava que ia ser bem mais difícil amarrar os tênis durante uma corrida. Já tinha lido antes que quando você está no meio de uma prova perde a coordenação fina, mas não imaginava que era tanto. Não deu pra amarrar direito o tênis, só enfiei a ponta dos cadarços para dentro do tênis e prossegui. Voltei correndo um pouco mais forte para compensar o tempo perdido e pouco tempo depois encontrei meu coelho. Não estava muito longe e antes de fazer o retorno no km 5 eu ultrapassei ele.

Fazia muito tempo que não fazia uma prova de 10 km e meu pace agora estava 1 minuto comparando com minha última 10 k. Isso me deixou um pouco confuso pois os kms estavam passando muito mais rápidos do que imaginava, a metade da prova chegou e eu nem tinha sentido os 5 primeiros kms, bem diferente de provas anteriores que eu havia feito. Isso me deixou confiante e a partir daquele momento tinha certeza que iria terminar com um tempo bom. Retornando pelo túnel logo vejo o rapaz de camisa azul me passando novamente, tentei incentiva-lo mas ele fingiu que não era com ele e além disso botou uma boa distancia na minha frente. Continuei na cola dele e meu objetivo naquele momento era pelo menos encostar nele antes de acabar. Os kms foram passando até chegarmos de novo ao viaduto. Tirei um pouco da distancia dele na subida mas ele tirou ainda mais na descida. Ele passou um posto de abastecimento, pegou água e diminui bastante o ritmo. Diminuiu tanto que nem tive que forçar para alcança-lo. Fiquei de cara e disse “Po porque diminuiu tanto? Voce tava indo muito bem até agora! Vamos lá, vamos terminar fortes juntos!” e fomos. Um do lado do outro, um puxando o outro em ritmo sub 4 min/km. Estávamos a 1,5 km do final e logo a rua começou a encher com corredores que estavam terminando os 5 kms. Muita gente andando. Passamos muita gente juntos, chegando nos 300 mts finais apertamos ainda mais o passo. Olhei para o relógio e fiquei muito satisfeito com o tempo, não importava mais se ia chegar antes ou depois dele, e como tinha muita gente no pórtico de chegada resolvi diminuir um pouco para ele passar sozinho e eu logo após. A Júlia me viu chegando e ficou um pouco indignada pois não tinha dado um “Sprint” final. Eu sempre prezo por terminar a prova bem, e naquele momento já estava com a sensação de dever cumprido. Cruzei a linha de chegada com meu relógio marcando 42:06 (o tempo liquido oficial foi 42:07). Bati meu recorde em 12 minutos e tinha feito um amigo correndo. Conversamos um pouco no final da prova, agradecemos um ao outro. Pra quem me conhece bem sabe que sou muito fechado e tímido, mas as vezes a corrida nos aproxima de um jeito diferente das pessoas. Foi bom...

Agora o relato da Júlia:"A minha prova foi também estressante de início. Demorei 2min30seg para conseguir passar pelo pórtico e quase 2km só ultrapassando e tentando achar meu lugar ao sol. Acabamos pegando um viaduto, uma elevação de aproximadamente 10m de altura, o suficiente para muita gente reclamar absurdos disso. Como estava correndo apenas 5km, acabamos saindo do viaduto, já fazendo o retorno e novamente pegando o viaduto. Eu gostei, afinal as subidas, por enquanto, são meu forte. Quando percebi já estava no km 4! Quando vi o pórtico de chegada logo a minha frente, uns 200m, respirei fundo e fui… dei tudo de mim em um sprint! Consegui chegar um pouco abaixo do que planejava. pretendia acabar a prova em 30min (pace de 06min/km), acabei em 29min30seg. Os meus tempos foram: 1. km 06:10min, 2. km 05:53min, 3. km 05:48min, 4. km 05:53 e 5. km 05:33. Foi muito bom me desafiar e saber que posso um pouco mais do que eu mesma estava acreditando."


Após a chegada encontrei a Julia e fiquei sabendo que ela atingiu seu objetivo! Além disso ela me contou que foi reconhecida pelo Vitor, o repórter da O2 que escreveu nossa matéria de como perdemos peso. Senti orgulho de nós pela transformação que nossas vidas sofreram em tão pouco tempo.

Essa foi a primeira prova da semana! Logo teremos o relato da Corrida de Revezamento dos Namorados e do Aquathlon da Graciosa.

sábado, 8 de junho de 2013

Expectativas


Véspera da prova: idéias, expectativas, planos, borbulham na cabeça. "Será que me preparei bem? E se eu tiver mal no dia? Acho que vou quebrar meu record!". Estou me sentindo assim nesse momento. Dia 09, domingo, participarei dos 10 km da Meia Maratona O2 de Florianópolis. Me preparei por 3 meses para ela com o objetivo de fazer abaixo de 45 minutos. Meu recorde na distancia até agora é 54 minutos alcançados em outra prova na mesma Florianópolis. Pode parecer bem ousado meu plano, mas faz mais ou menos 6 meses que não corro uma 10K. Evolui muito, estou mais leve, mais forte e meu pace médio mesmo em treinos fáceis tem diminuído mês apos mês.  A quebra do recorde é quase garantida e o sub-45 eu tenho condições de alcançar sem grandes dificuldades.

Mas e se eu não conseguir os Sub-45? Nem tenho ideia de qual será minha reação, se ficarei, triste, frustado ou feliz por ter realizado mais uma prova. Tenho de admitir, sou muito mimado em relação a minhas corridas. Não tenho uma prova que fiz que não diminui pelo menos 3 minutos em relação a outra na mesma distancia. Recorde atrás de recorde. Minha primeira (e única) meia-maratona eu tinha como objetivo correr em menos de 2 horas. No meio da prova decidi que era um objetivo fácil e mudei meu objetivo para 1:45. E nem estava fazendo pace médio para esse tempo! Sofri demais, 100 metros pareciam 15 km no final da corrida. Jurei de morte o maldito que decidiu que a meia maratona não acabava exatamente em 21 km. Mas deu: 1:45:45! Nem eu acreditei, foi muito bom! Meu ego foi lá pras alturas (e ainda tá lá) e hoje não estou me contentando com pouca coisa. Sei que uma hora vou atingir um plateau na minha evolução, coisa que é inerente a qualquer atividade física, mas até lá vou aproveitar meu momento e viver meus recordes, um a um.

Quais são suas expectativas antes das provas? É mais importante terminar bem e se divertindo ou nada disso importa se o tempo não for bom? Gostaria da sua opinião nos comentários!
Pegando o Kit da Prova!





quinta-feira, 6 de junho de 2013

As dores da corrida

Sabe aquele incomodo, uma dorzinha que começa bem perto das costelas, que aparece do nada quando estamos correndo?  Então, esse é um problema que me incomoda demais! Não tem um treino se quer que eu não sinta aquela famigerada dor do lado. E quem já não sentiu?
O problema é que ela atrapalha muito o rendimento na corrida. Inúmeras vezes já fui obrigada a parar e andar até que a dor passasse, ou pelo menos diminuir bastante o ritmo.Essa dor é uma pontada forte sentida logo abaixo da costela. Pode ser causada por alguns motivos: 

- Esforço físico muito grande, maior do que o corpo pode agüentar. Pode ser falta de condicionamento físico também;

- Respiração errada, muito superficial e rápida demais;
- Estômago cheio.

Para acertar a respiração é interessante, pelo menos para os iniciantes, iniciar a corrida com uma caminhada ou com ritmo mais lento para a respiração se ajeitar. O ar deve ser inflado para o abdômen, sem levantar os ombros e estufar o peito. Também é legal expirar de maneira mais forte e prolongada, para eliminar os gases que se acumulam pela respiração errada e ocasionam essa dor. Quanto a alimentação, não é bom exagerar antes de sair para correr. Esperar o estômago esvaziar, evitando comer antes do treino leite e seus derivados, fibras e cereais. 

Ainda não consegui saber exatamente o que estou fazendo de errado, às vezes é uma mistura de fazer um lanchinho rápido antes e sair para treinar e não prestar muita atenção na respiração. O que me conforta é que elas estão diminuindo bastante e muitos treinos já não sou mais obrigada a andar, apenas a conviver com ela.

Outro incômodo são as dores no joelho. Esse é um problema tão freqüente que existe até uma situação clínica chamada “joelho de corredor”. São vários as causas para esse problema:

- Desalinhamento do joelho, causando  pontos de contato inadequados entra a patela e o fêmur, aumentando a pressão entre essas estruturas. O desalinhamento pode acontecer durante a corrida se o joelho cair para dentro quando o pé está no chão ou pode ser genético

- O impacto do corpo com o solo durante a corrida é de aproximadamente 3 vezes o peso corporal. Logo após o pé encostar no chão os músculos têm que amortecer esse impacto. O joelho se dobra aproximadamente 40 graus e o músculo quadríceps (anterior da coxa) se contrai para cumprir essa função. Se existe uma falha na força ou na coordenação do quadríceps o joelho dobra mais do que deveria, o que aumenta a pressão entre a patela e o fêmur, gerando dor ao longo do tempo e repetições;


- Pronação excessiva do pé (pé caído para dentro) também pode desalinhar o joelho, além de comprometer a absorção de impacto;

- Aumento brusco da intensidade dos treinos ou um volume de treino exagerado pode sobrecarregar o joelho além de seu limite;

Prevenção:

- Fortalecimento dos músculos quadríceps (anterior da coxa), glúteo médio (lateral do quadril) e glúteo máximo (posterior do quadril);

- Correções de vícios e postura. Manter o corpo ereto,  como se existisse uma linha imaginária que te levantasse para cima pela cabeça;

- Treinar corretamente sem exageros

- Usar tênis adequado.

Eu já sofri muito, muito, muito mesmo com meus joelhos. Porém, com o tênis correto e os médicos corretos superei e isso já não é mais um problema para mim.



E você, já teve algum desses problemas? como conseguiu superar? 

sábado, 1 de junho de 2013

1a. Corrida Ecologica de Campo Magro

Tem uma coisa que eu gosto muito de fazer: PROVAS. Não provas de faculdade, essas ai até engulo, mas provas de qualquer uma das modalidades do triathlon, separadas ou juntas de alguma forma. Essas eu adoro! Sempre que pinta uma oportunidade de competir eu caio de cabeça já que na minha condição de iniciante eu não estou me preparando pra nenhuma prova especifica (AINDA!).

Dia 19/05 segundo o calendário da Federação Paranaense de Triathlon haveria uma prova de Duatlhon (não aquele de sair esquiando, mas um duatlhon que revezaria corrida, 5 km, ciclismo, 20 km e novamente corrida, 5 km). Eu estava um pouco nervosa pra essa prova já que apesar de conseguir cumprir as distancias tranquilamente em treinos, sabia que ia sofrer um pouco para realiza-las em sequencia. Apesar disso a empolgação em realizar a prova já estava crescendo dentro de mim, até que meu noivo Felipe foi realizar a inscrição. A prova havia sido CANCELADA! Estavamos já programando o final de semana em função da prova, então isso me frustrou um pouco.

Fiquei inquieta com a situação e fui procurar sarna pra me coçar. E achei: 1a Corrida Ecológica de Campo Magro. As inscrições ainda estavam abertas, então nem pensamos! Os dois se inscreveram para a corrida de "5" km. Foi bem conveniente na verdade, meu treinador Mauricio tinha me sugerido que eu fizesse mais corridas rusticas, etapa no triathlon que eu tenho um pouco mais de dificuldade e o Felipe ia fazer uma prova/teste/treino para a corrida de 10 km que ele está se preparando.

Campo Magro é uma cidade próxima a Curitiba, conhecida pelos diversos morros. A cidade inteira é um sobe-desce, não deve ter 50 metros de plano na cidade. Isso nos deixou um pouco apreensivos, pois a organização da prova não havia divulgado o percuso. Deixamos para pegar o kit no dia (camiseta regata e número de peito, divulgaram que haveria chip mas isso não foi cumprido), muitos atletas profissionais (na verdade não eram tantos, mas como o público participante era bem pequeno eles devem ter somado 15% dos corredores) por conta da premiação em dinheiro (500 reais para o primeiro lugar). Conversamos com alguns corredores antes da largada e a maioria ali era iniciante com pouca ou nenhuma experiencia em provas. Todos estavam meio desconfiados da organização, já que nada nos foi dito sobre o percurso, não havia chip e a largada estava atrasando.

Faltando uns 10 minutos pra largada finalmente uma amostra do que seria o percurso: uma seta apontando para esquerda no final da rua. E mais nada foi dito. Algum tempo depois nos foi solicitado que nos alinhassemos na linha de largada. Ficamos uns 5 minutos ali enquanto o prefeito de Campo Magro tirava fotos em frente ao pessoal (uns 50 corredores no total). E um sonoro VAI (que o Felipe diz que ouviu pois estava nas primeiras posições da largarda) marcou o inicio da corrida.
Largada! Dá pra ver o Felipe ali, obviamente o mais charmoso de todos!
Agora vou pedir pro Felipe contar um pouquinho de como foi a corrida dele:

"O meu objetivo era fazer os 5 km abaixo de 20 minutos. Na verdade eu nem acreditava que conseguiria, já que não conhecia o percurso e o pace ia ser mais rápido do que eu estou acostumado. Mas só consegue quem tenta. Comecei bem, o inicio da corrida foi quase só de descidas, fui ultrapassando muita gente, gente que olhava e me assustava com o ritmo delas, mas passei do mesmo jeito. 2 km de descida, pace a 3:40, 3:50. Pensei: Ferrou, uma hora vamos ter que subir tudo o que descemos. Não deu outra. A partir do km 2 era só subida. O pace foi lá pros 4:20. Como era prova de 5 km eu tentei não forçar tanto pois faltava metade da prova ainda. 3 km e mais subida. Quando cheguei perto dos 4 km resolvi apertar o pace (que nessa hora esta a uns 4:15). Virando uma esquina percebi que não estava nem a 500 metros da chegada e era a maior subida da prova. Forcei mas não deu pra fazer nenhum milagre. A prova acabou com 4,3 km e eu fechei em 18 minutos certinho. Foi meio chato não ter corrido os 5 km principalmente sabendo que se tivesse sido informado antes que a prova ia acabar faltando 700 metros eu iria apertar mais nas subidas. Cheguei em 7o. geral no masculino. Foi muito bom já que todos os 6 que chegaram antes de mim eram profissionais e o corredor que chegou logo depois de mim chegou com 3 minutos de diferença. Fiquei feliz! Descansei 30 segundos e voltei no percurso para achar a Jú e terminar a prova com ela".

Já a prova para mim foi divertida. Saí bem atrás, fui ultrapassada por quase todos. Não desanimei. Como começamos em uma subida, queria pegar leve no início até achar o pace certo. Depois que passamos o 1. km, a respiração ficou ótima, o ritmo estava bom e daí foi só alegria. Acabei ultrapassando um monte de gente, principalmente na subida. Tá bom, não foi um monte de gente, até porque não tinham tantos atletas assim, mas foi o suficiente para eu ficar feliz. Assim como o Felipe, percebi que tinham mais uma subida e como faltavam 1.5km pensei em tentar fazer ela bem e me largar no último km. Até que chega o Felipe e me diz que faltam apenas 500m, achei que ele estava só falando isso para me motivar, mas infelizmente não. Me esforcei muito, cheguei quase sem ar. Acabei com o tempo de 26min 40s, o que para mim foi como um recorde mundial.

A prova não foi um grande evento, mas uma diversão gostosa de domingo. Sempre que puder vou postar os relatos de prova, então se preparem! Na semana que vem começando no domingo dia 09/06, vou fazer 3 provas em 7 dias! Vou começar com os 5 km na meia-maratona de Florianópolis (o Felipe vai correr 10 km na esperança de pegar um sub-45, está treinando pesado!), no meio da semana dia 12, eu e o Felipe faremos em dupla o revezamento na Corrida dos Namorados em Curitiba e finalmente terminando no meu grande objetivo que é o Aquathlon do Graciosa. Por que grande objetivo? Fiquem ligados nos próximos capitulos, hehehe!  Vai ser muito legal e eu vou contar todas as minhas experiências aqui no blog.