sexta-feira, 31 de maio de 2013

Comrades Marathon

Domingo dia 02/06 vai acontecer a Comrades Marathon 2013. Apesar do nome, a Comrades não é uma maratona, mas sim uma ultramaratona.  Ela tem uma história muito bonita: Vic Clapham nasceu em Londres em 16 de novembro de 1886 e foi morar na Colonia do Cabo na Africa do Sul com seus pais. Com 13 anos ele participou da Guerra Sul Afriana (Guerra Anglo-Boer 1899-1902) como motorista de ambulancia.
Com o inicio da Grande Guerra em 1914 Vic Clapham se alistou no 8o. batalhão Sul Africano e marchou 1700 milhas na busca dos soldados de Glen Paul Von Lettow-Vorbecks.

Presenciou de perto seus camaradas de batalha sofrerem e se privarem de diversas coisas para lutar na guerra. Quando a paz foi declarada em 1918 Clapham decidiu que todos que sofreram na guerra deveriam ser lembrados e homenageados de uma forma única. Para simular o calor e a sede que ele passou nos tempos de guerra ele teve a ideia de fazer uma maratona. Com isso em mente ele foi a procura da League of Comrades of the Great War um grupo de ex-soldados que formou uma associação para defendero interesse daqueles que sobreviveram a guerra.

Clapham pediu permissão para planejar uma corrida de 56 milhas entre Pietermaritzburg e Durban com o nome de Comrades Marathon e ela se tornaria um monumento vivo em homenagem aos soldados mortos na Grande guerra. A League não aceitou inicialmente, mas ele afirmou que se uma pessoa comum e sedentária pudesse carregar um rifle e uma mala cheia e marchar por toda Africa, um atleta não teria problemas em correr essa distancia. Em 1921 a League aceitou o pedido.

A primeira Comrades Marathon aconteceu dia 24 de maio de 1921, Dia do Império, saindo de fora da prefeitura de Pietermaritzburg com 34 corredores. Foi realizada todo anos exceto durante a Guerra mundial (1941-1945), e sempre com a direção alternando entre Pietermaritzburg e Durban, sendo chamadas respectivamente de a subida e a descida. Esse ano a corrida vai ser na subida ou seja, sai de Durban e vai a Pieermaritzburg cobrindo 86.96 km.

A direita a medalha que quem completa a Comrades recebe. Ela é muito pequena! Essa foto achei na internet, mas ao vivo ela é pouco maior que uma moeda de 1 real.
Meu sogro, Ederaldo, vai correr pela segunda vez a Comrades. Já está na África nesse momento aproveitando os passeios e se preparando para a corrida! Eu e o Felipe vimos de perto as dificuldades que ele passou para se preparar para a prova. Tendinites, dores de lesões antigas, treinos de 3-4 hrs nos finais de semana. Até o último momento ele não saberia se correria ou não por conta das dores. Mas felizmente ele conseguiu vencer elas e hoje está mais próximo de terminar sua segunda Comrades Marathon! Ederaldo,
voce nos inspira todo dia a ser melhores pessoas e atletas!
"Pai, infelizmente não vai ser esse ano que vou cruzar a linha de chegada com voce, mas estou torcendo por ti e logo logo vamos pra África fazer essa corrida juntos!"

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Meu Início

Hoje vou contar um pouquinho sobre mim, mas só até a parte que decidi virar triatleta. O resto vou deixar na curiosidade para outro post  : )
Me chamo Júlia, tenho 27 anos. Sou estudante de Comércio Exterior. Minha famíia é bem pequena: minha mãe, minha irmã e meu noivo. Todos eles me apoiam e incentivam em qualquer loucura que eu deseje fazer. Acho isso ótimo, porque sempre estou pensando na próxima aventura!
Até meus 15 anos não gostava nenhum pouco de esportes. Inclusive, cheguei a pegar prova final em Educação Física por todo o ensino médio. Por influência do meu padrasto entrei nas aulas de Muay Thai. Gostava demais de lutar. Até que por influência de outro homem, o meu noivo Felipe, troquei de luta e fui para a greco-romana (wrestling ou luta olímpica). Já com meus 21 anos, resolvi correr, novamente influenciada por mais um homem, meu sogro e meu noivo novamente. Para falar a verdade, não sei se gostava mesmo de correr ou só de me sentir enturmada. Enfim, com menos de 1 mês que eu corria, mal e porcamente, resolvi fazer uma prova de 10km. Só descobri, quando no meio do percurso tinha uma subida gigantesca. Cheguei aos frangalhos, mas cheguei. Depois disso, fiz mais umas 4 provas de corrida rústica. Sempre chegando acabada e muitas vezes chorando de dor. Obviamente acabei me machucando. Adeus corridas, olá obesidade e sedentarismo!
Passaram uns 5 anos até que eu decidisse que era hora de mudar de vida, em maio de 2012. Me controlava um monte na alimentação, comecei a fazer aulas de natação e spinning, tudo bonitinho. O que eu descobri é que não depende de mais ninguém à não ser de nós mesmo mudar. Fiquei um pouco decepcionada no início, pois eu ali me esforçando e ninguém ai redor nem liguei ou ajudando. Foi muito duro no começo levar a sério e resistir as tentações. Até que o Felipe percebeu que estava "gordinho" também e começou a se cuidar. Você pode saber mais sobre nossa mudança de vida nessa matéria super legal que foi publicada pela O2 por minuto
No final do ano, uma professora de natação me convidou para fazer uma travessia de 750 metros na praia de Bombinhas - SC. Estava totalmente insegura, mas se eu não experimentasse, nunca iria poder dizer se é bom ou ruim. Resultado: adorei!!! Durante o verão de 2012/2013 acabei fazendo mais 5 travessias, todas com distância de 1.500 metros.  Com certeza foi o melhor verão da minha vida. Conheci vários lugares diferentes, fiz amizades, fiz uma travessia noturna, fui queimada por água-viva, nadei contra correnteza. Experiências não faltaram.
Porém, chegou o fim do verão e as travessias também e eu fiquei sem saber o que fazer. decidi começar a correr com minha irmã. Ela tem 8 anos de idade! Achava divertido. Um dia me dei conta que estava fazendo aulas de natação, aulas de spinning e casualmente ia "correr" no parque. Pensei: "Por quê não pegar uma assessoria esportiva e inicar de vez no triathlon? Ahh, já sei, porque não sei andar de bicicleta". Acreditem, não conseguia nem ficar de pé sozinha!!!
Um dia cheguei na academia e tinha um banner de uma assessoria esportiva que eu ja estava de olho. Eles fizeram parceria com a minha academia. Pensei que não teria mais desculpa alguma para ficar na vontade e encarar de verdade o triathlon.
O que aconteceu depois, só conto outro dia!!

Estreia + IRONMAN!

Esse é meu primeiro post no blog. Foi um pouco difícil e demorado para escrever, porque as idéias são milhares, mas faltam as palavras na hora em que precisamos delas.
O meu objetivo com o blog é falar sobre triathlon, meus treinos, provas, materiais… enfim, coisas relacionadas à natação, ciclismo e corrida.
Acho que nada mais legal do que começar falando sobre o Ironman Brasil 2013, que aconteceu nesse final de semana, em Florianópolis – SC. A largada ocorre às 07h00 com término às 00h00. A prova consiste em 3,8km de natação, 180,2km ciclismo e 42,2km de corrida corrida.
É simplesmente uma das maiores provas de triathlon do mundo. Digo uma das, pois existe uma prova mais insana ainda, com duração de 3 dias, chamada Ultraman (meu sonho de consumo), que com certeza falarei mais sobre ela outro dia.
Acompanhar o IM foi muito emocionante. Ao longo do percurso, me emocionei inúmeras vezes vendo os atletas se esforçando ao máximo naquela loucura. A natação é legal (minha parte preferida), mas não parece ser tão desafiadora assim, comparando com o resto da prova. As transições chegam a ser divertidas. Presenciei muitas pessoas desesperadas pois não achavam suas coisas, outras caindo, alguns que simplesmente sentaram para tomar café da manhã e trocar de roupa. É um lugar legal para ficar na saída da natação para o ciclismo.
No começo da tarde, peguei meu carro e fui dar umas voltas por lá, para acompanhar a prova de maneira mais interativa. Acabei me perdendo e entrei em diversas ruas erradas. Me surpreendi quando em uma das ruas encontro o 1. lugar, Tim O’Donnell (EUA) correndo. Acabei acompanhando ele, super sem querer, até os últimos 5km finais. Foi demais! Ele simplesmente bateu o recorde mundial com 08h01min (!!!). Assim como seu compatriota, acompanhei a Amanda Stevens bem de perto, que também estabeleceu novo recorde feminino com 09h05min.
O que me surpreendeu com a Stevens é que ela é médica, triatleta e muito querida. Faltando uma hora para o término da prova, ela apareceu na linha de chegada para saudar os últimos homens de ferro e entregar toalhas para eles se cobrirem! Quando achava que já tinha tido minha cota de emoções do dia, novamente fiquei impressionada com esse gesto.
Creio que ser triatleta é ter uma cabeça muito boa para agüentar o dia-a-dia puxado, ser muito dedicado, mas acima de tudo, aprender a ser mais cordial e ser mais agradecido com o mundo.
Acabei de ingressar nesse mundo apaixonante e não pretendo sair nunca mais. Então, qualquer dúvida, crítica, sugestão, incentivo, qualquer coisa, será muito bem vindo!