segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Retorno + Provas + Desafios

Depois de um tempão sem atualizar o blog vou tentar deixar tudo mais ou menos em dia e "anunciar" nosso novo desafio.

Antes de tudo: Eu (Felipe) e a Júlia casamos =) Segue um video com os melhores momentos:

http://www.youtube.com/watch?v=m-7NQsfLppY&desktop_uri=%2Fwatch%3Fv%3Dm-7NQsfLppY&app=desktop

Foi muito legal, estamos ainda aproveitando o momento, mas a lua-de-mel ainda não saiu e tem muito a ver com nosso próximo desafio.

Logo depois do casamento gravamos um especial para a RPC TV na qual falamos sobre o quanto a corrida mudou nossas vidas. Passamos a tarde gravando, foi cansativo... Deve ir ao ar em janeiro!

Fiquei 15 dias no Rio trabalhando e quando voltei fiz a meia maratona de Blumenau no dia 24/11. Bati meu recorde pessoal, terminei a meia em 1:28:50. Fiquei muito satisfeito e ainda fiquei em quarto lugar na categoria. Levei pra casa um troféu muito legal. A prova foi sem muitos acontecimentos. Consegui manter o ritmo do inicio ao fim, sem variar muito. Poucas subidas, clima agradável. É uma prova ótima para quem quer fazer tempo.

Hoje (01/12) corri o Trail do Santa Monica, corrida organizada pela TRC, com grande parte do trajeto em trilhas single track. Foi dificil, pesada e o ritmo puxado desde o inicio. Minha primeira prova em trail. Terminei em primeiro lugar na categoria! A Júlia também mandou muito bem e ficou em segunda na categoria.
Júlia no podio. Depois mudaram o resultado por erro no chip e ela ficou em segunda na categoria

Primeiro na categoria

Essa prova também marcou o inicio do treinamento para meu novo desafio: 100 km na Patagonia Run, em 12/04 do ano que vem, dia do meu aniversario! A Júlia fará os 21 km estreando na distancia. Faremos também nossa lua-de-mel oficial. Ficaremos alguns dias passeando pela Argentina. Vai ser difícil, mas longe de ser impossível. 
Esse ano foi muito bom para mim no esporte, sai do zero e nas ultimas provas disputadas estou quase sempre pegando pelo menos pódio na categoria. Meu corpo tem mostrado que consegue agüentar muito. Estou confiante de que com um treinamento adequado consigo vencer este desafio. Vou tentar atualizar mais frequentemente o blog com mais informações sobre preparação e provas!

sábado, 19 de outubro de 2013

Vida de uma Noiva Triatleta

Hoje estava saindo da faculdade (curso Comércio Exterior, 6. período, noturno), pensando em escrever no blog. Não queria contar sobre as provas, pois, apesar de em várias delas acontecerem coisas bem diferentes e divertidas, queria contar algo mais pessoal.
Eu estou noiva há 2 anos e meio e me casarei semana que vem, dia 26 de outubro. Faremos um jantar somente para a família, 40 convidados. Se fosse fazer festa para amigos e pessoas que tenho carinho especial, teria que convidar umas 200 pessoas e não é muito meu estilo festas desse tamanho.
Eu emagreci muito do ano passado para cá. Foram 27kg, somente com alimentação e esporte. Fico meio chateada quando me perguntam se fiz isso pelo casamento. Nããããão! Fiz isso por mim, pela minha saúde, pelo resto da minha vida, não somente para ficar bem nas fotos e depois voltar a ser uma baleia.
Essa semana foi muito difícil para mim. Me mantive muito calma e tranqüila até então, porém a correria está extrema. Não estou ansiosa com o evento em si, pois acho que vai dar tudo certo. Para falar a verdade, estou ansiosa para comer os doces. Faz um bom tempo que não como doces, então isso tem me deixado um pouco tentada.
E o que isso tem a ver com treino? Absolutamente tudo. Os treinos continuam, a vida continua, as responsabilidades continuam. Não é porque vou casar que as coisas tem que parar. Pelo contrário. Sinto que uma das coisas que tem me deixado centrada e tem me dado equilíbrio são justamente os treinos.
Infelizmente, não tenho conseguido fazer todos da maneira como planejado. Não é sempre que consigo correr no horário que desejo e fazer a aula de técnica de ciclismo que está marcada na planilha. Isso me deixa chateada, pois sinto como se tivesse me traindo. A sensação de perder treino é péssima. Tenho sempre que lembrar que será 1 ou 2 semanas assim, depois a regularidade volta ao normal, mas também não posso me cobrar demais, pois será o meu casamento logo logo.
O que eu percebi nessa loucura toda é que não devemos nos jogar totalmente de cabeça em uma só coisa. Amanhã (sábado) vai ser mais um dia cheio. Tenho treino, tenho reunião na faculdade, tenho contas a pagar, arranjos para decidir, tenho uns mimos de noiva para fazer, tenho uma prova de corrida noturna para fazer e tenho uma pizzada na casa de um amigo para ir. Tenho coisas legais para fazer, todos os dias e isso em deixa tão feliz, tão inspirada para o próximo dia que somente posso ser grata. Grata por ter conseguido um equilíbrio em minha vida, por ter o controle das situações (pelo menos eu acho), por ter uma válvula de escape. O esporte!
Gosto demais da possibilidade de poder fugir da loucura diária fazendo algo que me dá um prazer enorme. Uma corridinha de 30min já vale o dia inteiro de felicidade. Desejo profundamente que todos possam encontrar em suas vidas algo tão bom e especial quanto o triathlon é para mim!!!


                                                                 Felicidade!!!
                                               

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Retorno

Sim, sim, eu sei que faz um tempo que não atualizo o blog... por isso, hoje farei um resumo do que rolou no último mês.
Voltei a correr, finalmente, depois de 2 meses parada devido à uma lesão no músculo da coxa. Fiquei  muito contente, pois meus tempos na corrida baixaram quase 1min no pace. Uau! Será que se ficar mais tempo sem correr, voltarei correndo para 3:45 min/km?  : )
Com isso, fiquei bem motivada para voltar a participar de provas. Como quem procura acha, achei uma bem legal, porém de travessia.
Dia 07 de setembro ocorreu uma Ultramaratona com distâncias de 50km e 100km. Não, não, não fiz essa não. Participei dela de outra maneira, como staff. Auxiliei meu sogro e um amigo dele. Acabou que meu noivo o Felipe e eu também acabamos correndo um pouco para motivar os dois corredores.
No domingo, dia 08, foi o dia da minha prova, a Maratona Aquática de Guaraqueçaba, organizada pela Correr e Nadar. As distâncias eram de 600m, 1.5km e 3km.
Chegou o horário marcado (na verdade atrasou um pouco) e pegamos o barco para a largada, que foi feita dentro do mar. As bóias estavam dispostas em linha reta, o que fazia parecer as distâncias bem maiores! Saltaram os nadadores dos 3.000m e fomos acompanhando de dentro do barco, até nossa bóia de 1.500m.  Pulamos para nos esquentar, pois a água estava fria, deu tempo de dar duas braçadas e a largada foi feita. Nadei com uma única estratégia, nadar o mais forte possível, possibilitando que eu chegasse bem. Quando vi a bóia de 600m só pensei: “Tô em casa!”.
A chegada foi em um trapiche. Quando coloquei o pé na escada, dei stop no Garmin, esperando ter batido o meu objetivo, 28 min. Para minha surpresa fiz em 25min20seg!!! Acabei ficando em 6a posição no geral e 1a da minha categoria 25 – 29 anos.
Tomei água, comi uma banana seca e ouvi o organizador da prova convidando os participantes dos 3 e 1.5km que estivessem bem para participar da prova dos 600m. Pensei um pouco e fui!
Como as provas de 600m são mais para iniciantes, era para nós ajudarmos quem precisasse de ajuda. Pegamos o barco novamente e pulamos na água. Deu a largada e comecei a nadar. Vi um nadador que parece um pouco nervoso (André). Ele nadava de costas, parava, olhava para trás e eu pensei que teria que ajuda-lo. Fiquei ali com ele, conversei, tentei tranquilizar, fui nadando ao lado e quando vimos já tínhamos chego. Foi uma experiência ótima para ambos! Fiquei muito feliz por ter ajudado ele em sua primeira travessia e ele ficou feliz por ter vencido os medos e ter completado a prova.
Duas semanas antes dessa travessia, ocorreu na praia de Caiobá um treino com as mesmas distâncias de um meio Ironman (2km de natação, 90km ciclismo e 21km de corrida).  Fui lá para participar da natação.
Uma atleta que treina comigo na mesma assessoria que eu tinha (Paula) muito medo de nadar no mar, então ofereci para ela nadar comigo. Eram 4 voltas de 500m. Fizemos 2 voltas juntas e foi ótimo. Ela perdeu o medo e acabou gostando de nadar no mar.
Nesse mês acabei ganhando 2 afilhados do mar e acima de tudo, 2 amigos muito queridos, que espero que desenvolvam o mesmo amor que tenho em nadar no mar.

O esporte muda mesmo nossas vidas, trazendo sempre boas surpresas e ótimas histórias!!!

                                                                       Eu e André

                                                                      Eu e Paula

terça-feira, 13 de agosto de 2013

2a. Corrida do Pinhão em Tijucas do Sul


Neste domingo dia 11 de agosto, eu Felipe, participei dos 13 km da 2a corrida do Pinhão em Tijucas do Sul. Escolhi essa prova como parte do treinamento para a corrida da Subida da Graciosa (20 km), que farei dia 06/10. Não sabia muito o que esperar dessa prova. A semana de treinamentos precedendo ela foi muito puxada e para piorar a situação, no sábado fiz um tour pelo Rio de Janeiro junto com a Júlia. Andamos muito e chegamos em casa somente à meia-noite. Resultado: pernas muito cansadas e pouco tempo de sono. Para eu terminar a prova já seria muito bom, já que ela tinha muitas subidas e é o tipo de prova que tenho muito pouca experiência.
Altimetria da prova

Toca o despertador as 6:20 da manhã e não tenho muita opção. Coloco a roupa já separada no dia anterior, tomo um café da manhã, dou um abraço no meu pai (afinal era dia dos pais) e eu, Júlia e meus pais seguimos rumo à Tijucas do Sul. Estava muito frio de manhã. Fazia muito tempo que não sentia tanto frio já que quando estou na plataforma raramente saio da área do casario e quando estou em Curitiba, felizmente os dias são ensolarados. Fiquei em dúvida no que vestir pra correr. No fim optei por usar uma camiseta de compressão, uma camiseta dryfit por cima, manguitos, uma touca, calção de corrida normal e uma luva. Me senti meio incomodado com tudo isso e no fim quase não usei nada do traje original.  Chegamos em Tijucas do Sul, pegamos o kit e fomos em direção ao Recanto do Saltinho, um local muito bonito e de onde sairia a prova dos 13 kms.
Recanto do Saltinho
Esperamos um tempo por ali. O tempo começou a esquentar e percebi que ia passar calor se corresse com tanta roupa. Resolvi tirar a touca, a camiseta de compressão e a luva. Fiquei com medo que meus mamilos rachassem durante a corrida por conta da camiseta (primeira vez que eu estava usando esta camiseta) e pelo frio. Fui atrás de um esparadrapo ou uma vaselina. Não achei nenhum dos dois, então usei o que eu achei, manteiga de cacau. Deu certo pelo menos.

Depois de esperar mais ou menos uns 30 minutos chegou a hora da largada. Nada muito produzido, apenas o pessoal alinhou e o organizador faz a contagem regressiva e partimos. Apertei o start no Garmim. Ops, nada aconteceu. Apertei de novo. Nada. Travou, já era. Aproveitei que a corrida fazia uma volta e passava pela largada novamente e entreguei o Garmim à Júlia que me esperava para tirar foto.
Entregando o garmim
E lá fui eu, pela primeira vez em um ano desde que comecei a correr que corri sem monitoração nenhuma. Fiquei até feliz, sempre quis fazer isso anteriormente mas sempre tive "preguiça". Como era só um "treino" não tinha muito a perder mesmo. 

Logo no começo percebi que muita gente ficou para trás, começamos numa subidinha leve e fui sem forçar muito. O primeiro km devo ter feito entre os 7 primeiros corredores. Aos poucos fui passando os corredores à frente. Lá pelo quarto km eu achava que estava entre os 3 primeiros e a Júlia passou por mim de carro, junto com minha mãe. Anunciei isso para elas e entreguei os manguitos que já estavam incomodando pelo calor. Me incentivou bastante ver elas e isso me deu forças para buscar o corredor que estava à minha frente. Achei que iria terminar a corrida e não iria ultrapassar ele, já que ele estava uns 300 metros à minha frente. De vez em quando via outros dois corredores à frente vestindo vermelho. Achei que esses fossem os primeiros lugares da corrida de 25 e 13 kms. A missão de ultrapassar eles era impensável já que mal os via, a maior parte do tempo. Não me preocupei muito, afinal na minha cabeça eu estava em terceiro geral, minha melhor colocação já alcançada em todas as corridas que já fiz. Sem o Garmim não tinha como saber como estava meu pace, a quanto tempo estava na prova e qual a distância que tinha percorrido. Sabia que tinha um posto de água no km 5 e quando passei por ele fiquei feliz. Estava me sentindo ótimo, nem parecia que já tinha corrido 5 kms! Fiquei muito feliz de estar sem o Garmim neste momento. |Estava aproveitando demais a prova e sem nenhum compromisso. Pouco tempo depois de passar pelo posto de água vi que o corredor que estava logo à minha frente, tinha diminuído bastante o ritmo. Apertei o passo e passei. Fiquei apreensivo achando que ele poderia me passar pouco tempo depois e de vez em quando, olhava para trás para avaliar a vantagem que eu tinha. Com mais 1 km, mais ou menos, abri bastante vantagem e já conseguia ver os dois corredores de vermelho mais de perto.

Saímos da estrada de chão (que era a maior parte do percurso) e entramos na estrada que vai em direção ao centro da cidade de Tijucas do Sul. Agora as subidas eram mais longas e mais difíceis. Essas subidas finais eram as minhas maiores preocupações, mas pelo que pude perceber não estava tão mal. Os corredores de vermelho estavam cada vez mais perto de mim, percebi que conseguia aproximar cada vez mais nas subidas. E foi assim por 3 ou 4 km. Faltando mais ou menos 2 km para acabar a corrida, um dos corredores de vermelho começou a andar na subida! Aquele foi o maior incentivo que tive para alcançá-los. Apesar de estar bastante cansado pelo sobe e desce, eu ainda tinha gás para alcançar. E alcancei. Faltando 1 km ultrapassei eles. Aproveitei e ainda tentei abrir um pouco de distância sobre eles. Nessa hora nem sabia em qual posição eu estava.

Senti bastante o aumento da velocidade, comecei a ficar bem enjoado, mas como já estava no final da corrida não liguei muito. Eles estavam logo atrás de mim, qualquer vacilo e seria ultrapassado. Sempre olhava para trás para avaliar a distância. Quando chegamos na praça onde ficava a chegada da corrida, comecei o sprint e um dos corredores veio logo atrás. Sofri bastante e ele chegou a encostar em mim, porém resisti e consegui manter a posição até o final da prova.
Chegando

Quase lá

Acabou!

Cansei

O corredor que estava logo atrás de mim

Logo após chegar, perguntei para um dos organizadores em que lugar eu havia chegado. 2o. lugar nos 13 km! Uhuuuu! Nem sabia que tinha ido tão bem. Imaginava que estava na frente, mas nunca imaginei que chegaria em segundo lugar. Meu tempo final foi 52:30, média de 4:17 min/km (a prova tinha 12,5 km). Me hidratei, comi um pouco e voltei para o percurso para correr o final com o meu pai que já estava chegando.




Ficamos um tempo por ali incentivando os outros corredores que chegavam e esperando a premiação.

Segundo lugar geral


Segundo lugar na categoria
Gostei muito da prova, pra facilitar vou colocar meus pontos positivos e negativos da prova:

-Positivos:
  • Percurso agradável;
  • Água estava bem distribuída em 3 postos;
  • As subidas e descidas foram um ótimo treinamento;
  • Corri sem o Garmim. Sempre quis fazer isso, mas faltava coragem. Acho que podia ter forçado um pouco mais no começo da prova, mas o resultado diz tudo =);
  • Gosto de provas pequenas. Odeio ficar ultrapassando gente no inicio da prova para conseguir correr no meu ritmo;
  • Meu primeiro pódio!
-Negativos:
  • Percurso muito mal sinalizado. MUITO MAL mesmo, tanto que próximo a entrada da cidade quase me perdi, não sabia para onde correr. Tive que seguir uma placa no trevo de entrada que sinalizava Tijucas do Sul. Os corredores que fizeram 25 km correram 28 km por conta de problemas de sinalização;
  • Poucas sinalizações de quilometragem;
  • Não haviam pessoas nos postos de água para entregar a água;
  • O final da prova acontecia em uma rodovia movimentada. Muito risco de atropelamentos, não havia sinalização para os carros de que havia uma corrida acontecendo.
No geral acredito que esses pontos se empataram. Mas creio que a organização deveria ficar bem mais atenta em relação a corrida passar pela rodovia. Qualquer acidente acontecido ali teriam sérias consequências legais, tanto para a prefeitura que liberou a prova, quanto para os organizadores, isso sem contar a segurança dos atletas.

Saímos de Tijucas e passamos o restante do domingo na chácara, relaxando. Domingo perfeito!


Apesar do ótimo resultado, nada mudou nos treinos e estou cada vez mais focado e pegando cada vez mais pesado para o próximo desafio. Quero fazer bonito na Graciosa!


quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Viagens e treinos combinam?

As férias acabaram e as viagens também dão um tempo agora, ok. Porém, sempre tem um feriado, um final de semana, uma escapadinha não programada para podermos aproveitar e dar uma fugidinha.
No momento estou na praia de Macaé, no Rio de Janeiro, passando uma semana aqui. Duas das minhas preocupações antes de vir para cá eram: as faltas da faculdade e os treinos. As faltas não tem muito o que fazer, infelizmente, já os treinos  sempre tem um jeito.
Antes de vir para cá, pesquisei bastante sobre academias na cidade e na região onde estou. Encontrei algumas. Liguei para as academias perguntando se havia a possibilidade de fazer aulas avulsas, no caso diárias, e em todos os lugares eles tinham essa opção. Resolvi não nadar no mar, pois aqui é muito agitado e perigoso e está com uma ressaca do mar fortíssima, com muita correnteza.
Meus treinos são assim: 2a, 4a e 6a corrida e natação; 3a e 5a ciclismo e musculação, sábado ciclismo e corrida e domingo off. 
Vim no domingo para cá, então nem me preocupei com treino. Na 2a feira, apesar de ter ligado para as academias e pego o endereço, fui fazer um "reconhecimento" da área. Andei no calçadão e parei em outras academias que não tinha conhecido através da internet. Em todas, os preços das diárias são de R$ 20,00, a diferença é que algumas deixam você utilizar a academia inteira, participar de todas as aulas e outras você só pode escolher uma atividade.
Não tem nenhuma academia com natação aqui perto, então fui até o centro para poder utilizar a piscina. A minha surpresa, quando cheguei lá, era o tamanho da piscina. No site não mostrava que era tão pequena assim. Acho que ela tem 15 metros, ou menos até. Ok, era o que tinha para o momento. Por ela ser muito pequena e eu estava sozinha no horário, decidi fazer um circuito, ou seja, nadar contornando a piscina, sem parar. 
Na 3a fui em outra academia, uma bem pertinho de onde estou. Chegando lá, pedi para ela me dizer o valor da diária e a secretária falou: "Ah, porque não faz uma aula experimental?" Hmmm muito interessante essa opção. Infelizmente, a aula já estava lotada, não tinha uma vaguinha se quer para mim.  O legal é que tinham algumas bikes de spinning mesmo, soltas no meio da academia. Subi em uma e fiz um treino muito bom, bem puxado. 4a feira fui novamente para a piscina gigantesca de 10 braçadas. Era dia de corrida também, só que não estou liberada ainda para correr, somente para fazer elíptico. Sai da piscina e fui direto para um aparelho. Obviamente, troquei de roupa antes, não fui de maiô, se bem que na hora deu uma vontade enorme de ir assim. Acabei ficando em um aparelho mais antigo, porém eu considero melhor, pois ele é fixo. Os braços não se mexem, somente os pés e o movimento é para trás e para frente, diferente dos aparelhos mais novos que o movimento é trás frente, cima e baixo. Achei que é mais pesado e simula melhor uma corrida. Sei que todos tem seu jeito de correr e suas peculiaridades, mas não costumo ver pessoas que correm balançando os braços como nos aparelhos de elíptico. Parece mais aquela modalidade "Nordic Walking" do que corrida mesmo.
Fiz apenas 20 minutos e mais 10 de corrida na esteira. Para mim que estou lesionada e simplesmente sai da piscina e fui "correr", achei que foi um treino muito bom. Hoje e amanhã seguirei as mesmas coisas que fiz durante a semana, spinning, natação e elíptico. Sábado irei voltar para Curitiba, porém, ficarei na cidade do Rio de Janeiro durante todo o dia passeando. Lá tem umas bicicletas do Itaú, para passeio. Claro que não tem nada a ver com a bike que treino e muito menos com o treino que faço, mas substituirei esse passeio de bike pelo treino de ciclismo e os passeios na cidade e na praia substituirão a corrida.
Outro exemplo de viagem e treino que fiz esse ano, foi quando fui para São Paulo, no finalzinho de março, para curtir um enorme festival de música que durou 3 dias. Fiquei hospedada em um hotel. Novamente, pesquisei tudo antes de viajar. Tinha ate piscina lá, mas sem aquecimento e aberta. Decidi abortar os treinos de natação e ficar somente na bicicleta e esteira mesmo. Nessa viagem, o difícil foi ter a disciplina de treinar, pois saía do hotel as 14h e somente retornava à 01am. Dormia até às 09am, tomava café e por volta das 1030h ia treinar. Foi muito bom, ajudou a dar ânimo para ver todos os shows que eu queria.
Viagem combina e muito com treinos, basta ter vontade e se manter focado.
Bons treinos!!!



domingo, 28 de julho de 2013

Descanso Não Planejado

Poisé, as férias chegaram, o frio também e as lesão vieram junto. Infelizmente me machuquei e fiquei de molho por 3 semanas.
Lesionei um músculo da coxa, chamado sartório. Ele inicia no quadril e desce até o joelho. Esse músculo auxilia na flexão, abdução e rotação externa do quadril e auxilia na flexão do joelho.
É mais fácil entender vendo essa imagem aqui:



Há um mês atrás comecei a sentir umas dores na coxa, mas não achei que fosse nada importante. Corria mesmo assim, porém sentindo uma dorzinha que eu achava que logo passaria. Fui no ortopedista, que me passou antiinflamatório e repouso de uma semana das corridas. Claaarooooo que eu não obedeci e dois dias após a consulta participei da Fila Night Race. Na hora da corrida não senti nada. A noite estava muito fria, então logo após ter acabado a corrida, acabei desaquecendo a musculatura e a dor voltou e mais intensa.
Senti que estava ocorrendo algo mais sério quando comecei a sentir a coxa durante o ciclismo e na natação.
Percebi então, que deveria ter seguido as recomendações do meu ortopedista e não ter feito a prova de corrida. Com isso tudo, acabei ficando mais tempo do que o planejado sem correr e nem pedalar. Fora no total 3 semanas, que mais parecem um ano inteiro, sem fazer atividades intensas.
Me senti frustada com tudo isso. Estava feliz com os tempos que estava conseguindo obter nas pistas e agora meu medo é voltar, sentir dor, piorar novamente e não conseguir alcançar o pace desejado. Estava planejando fazer uma prova de 10km, um revezamento de triathlon e uma prova de revezamento de corrida em agosto e setembro. No momento, me sinto tão distante de todos meus objetivos, mas não deixarei o desânimo tomar conta. Essa semana é a volta por cima e estou bem ansiosa para esse retorno tão esperado.
O que aprendi com isso tudo é:
-O frio faz piorar a dor e ajuda a machucar (quando não bem aquecido, alongado e/ou condicionado);
-Quando o médico passa uma prescrição, siga-a à risca mesmo parecendo que cautelosa demais;
-Não desanime, todos se machucam e todos pensam em parar em algum momento, basta seguir sempre com a mente bem trabalhada para seguir em frente e
-Sempre tenha metas e objetivos de curto, médio e longo prazo. Eles te impulsionam a sempre continuar e cada vez melhor.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Circuito Batel de Ciclismo


Eu feliz antes da prova
Esse post é sobre um assunto realmente muito especial para mim. Comecei a pedalar em março desse ano, à 4 meses atrás. Literalmente, não sabia nem subir sozinha em uma bicicleta. Engraçado, pois quando eu era pequena eu andava de bicicleta sem problema nenhum. Realmente não sei o que aconteceu, qual trauma eu tive para nunca mais conseguir andar sozinha.
O ciclismo era a pedra no meu sapato, ficava insegura de iniciar no triathlon devido a essa modalidade. Achava que iria demorar muito tempo para consegui me virar sozinha. Mas para minha surpresa na primeira aula de ciclismo já estava pedalando sozinha. Meu primeiro tombo, não lembro bem ao certo, mas creio que foi duas semanas após iniciar os treinos. Tinha muito medo de que quando caísse fosse me machucar seriamente. Me machuquei, mas não foi nada sério. À partir daí, consegui quebrar alguns medos que tinha em relação a bicicleta e comecei a me divertir mais.
Uma coisa muito importante é a bicicleta. Pode parecer óbvio mas na verdade não é! O tamanho do quadro da bike, o grupo dela, o material que é feito, isso influencia demais. Quando iniciei, peguei uma speed do meu sogro que estava jogada em um depósito. Não me adaptei à ela. Era enorme para mim, pedalar com ela não era nada confortável, era bem sofrido para falar a verdade. Acabei comprando uma que é perfeita para mim.
Agora vem mais dois pontos importantes, como sei que é perfeita para mim? Onde comprar essa bike tudo de bom?



Essas duas perguntas na verdade estão relacionadas. Lojas de departamento, supermercados ou coisas do tipo, com certeza NÃO são os melhores lugares para se comprar uma bicicleta. Quando estamos com dor de dente, vamos ao dentista ou ao açougueiro? Obviamente no dentista. Então porque na hora de comprar um artigo de tamanho valor e importância para nossos treinos, iremos em um lugar que não seja especialista no assunto, não é mesmo?! As lojas voltadas ao ciclismo até podem ter coisas mais caras, mas isso é porque trabalham com coisas com qualidade e duradouras, em sua maioria. Boas lojas também, oferecem o Bike Fit na compra de sua magrela. Isso nada mais é do que ver se o tamanho do quadro realmente está proporcional para o seu tamanho, se a mesa precisa ser mais avançada, ver a altura do selim,... enfim, detalhes que fazem completamente a diferença.
Pois bem, no último domingo, dia 04/07, resolvi fazer a minha primeira prova de ciclismo. Tudo começou com a inscrição. Acabei me enrolando ao máximo para fazer e efetuei o pagamento faltando poucas horas para encerrar as inscrições.
O circuito era constituído de algumas ruas fechadas, com 1.3km de distância a volta, sendo o campeão da bateria quem fizesse mais voltas em um determinado tempo. Esse tipo de prova chama-se de Criterium de Tempo.
Escolhi fazer a categoria "Estreante Speed" que era 25min de prova. As outras categorias que eu me encaixava eram Elite ou Mountain Bike. No sábado às 22h, véspera da prova, o organizador me ligou avisando que não teria mulher suficiente para a categoria que eu queria, então automaticamente passei para a categoria "Elite Speed Feminina". Fiquei bem apavorada com isso, pois o tempo de prova passou de 25min para 40min.
Acordei bem sem inspiração para pedalar. Estava desanimada desde a noite anterior.
Chegou a hora! Estava alinhada na linha de saída e reparei que as meninas que estavam participando, grande parte, eram ciclistas quase profissionais. Assim que deu a largada, que inclusive, era no meio de uma subida, não consegui clipar a minha sapatilha direito. Nisso as mulheres já estavam bem na minha frente, fazendo a primeira curva e eu lá, me batendo para conseguir dar as primeiras pedaladas. De repente comecei a escutar um barulhinho "tec tec tec"e não identifiquei o que era. No meio da 1a volta, parei, desci da bike e fui ver o que era. Nada! Continuei pedalando até acabar a volta, parei novamente e desisti da prova. Encontrei com meu treinador que acabou descobrindo que o problema era o sensor de cadência que estava desalinhado e batendo no quadro da bicicleta. Resolvi voltar para a prova, só para pedalar mesmo, pois naquele momento as mulheres já tinham completado 3 voltas e eu 1 incompleta. Agüentei fazer apenas mais 2 voltas. Isso mesmo, foram 3 voltas no total e uma sensação enorme que iria vomitar!!! O circuito tinha muita subida e bem íngremes, uma descida bem grande e muitas curvas. Isso acaba quebrando muito o ritmo pois é muito vira, aumenta marcha, desce marcha, sobe, senta, levante, vira…


Eu, como triatleta iniciante, não pretendo repetir essa prova ou qualquer outra de ciclismo tão cedo, à não ser que esteja inclusa no meio de um duathlon ou triathlon. Foi uma experiência ótima para saber quais pontos devo melhorar e que ainda tenho muita pouca experiência para encarar esse tipo de loucura novamente.




quarta-feira, 3 de julho de 2013

Aqua o que?

Você sabe o nome daquela modalidade onde se nada 600 metros e corre 3km? Se você disse Aquathlon, parabéns, acertou! Se você disse Biathlon, parabéns, você deve esquiar e atirar de rifle muito bem! O Biathlon na realidade é uma prova que combina Esqui Cross-Country + Tiro (Carabina .22) e é uma prática de países nórdicos e/ou com muita neve.

As distâncias mais comuns do Aquathlon são essas mencionadas acima, sendo que existem provas com 500 metros de natação e 5km de corrida. Essas provas são a porta de entrada de vários atletas para o mundo do triathlon. Inclusive, Juraci Moreira, atleta renomado de triathlon, com 3 participações em Olimpíadas e 1 Panamericano, começou assim.
Existem etapas estaduais desse esporte, sendo Rio de Janeiro e Paraná os estados que mais realizam esse tipo de prova. Há também um mundial de Aquathlon. Uma vez por mês, o ITU (International Triathlon Union) realiza uma prova de triathlon olímpico (explicarei sobre distâncias em um próximo post), contando sempre com atletas de elite. A "abertura" dessa prova, conta com um aquathlon de 1000m de natação e 5km de corrida. Em 2012, 30 brasileiros participaram da etapa de Auckland - Nova Zelândia.

Eu já participei de 2 provas dessas. Gosto do fato da natação ser curta, ou seja, dá para pegar mais pesado sem problemas que não irá atrapalhar na hora da corrida. A corrida também é curtinha, quando você vê, já está no km 2, quase acabando a prova. O que é ruim é que a prova é muito curta, 30 minutinhos e já acabou, então a prova inteira é feita em ritmo intenso. Outra coisa que eu não gosto muito, porém não me afasta da prova, é o clima. Moro em Curitiba. A chance de acordar e o tempo estar fechado é enorme. Como a natação, pelo menos das vezes que eu participei, é em piscina aberta, o frio e a água mais gelada judia mesmo nessa hora. Na hora da corrida não tem nem como pensar no frio. À partir do momento que começa a natação não tem nem como se incomodar em como está o clima, apesar que sempre acabo levando uma camiseta de manga comprida para a transição só por desencargo de consciência.
Como eu não estou acostumada a correr sem meia, prefiro não arriscar e apenas enfio as meias no pé de qualquer jeito. Para o tênis, acho bem interessante usar aqueles cadarços de elástico. Eles são super confortáveis e deixam o tênis bem preso ao pé. Só não pode testar pela primeira vez na hora da prova.
O cabelo para as meninas é um grande problema. Eu prendo  o cabelo como um rabo de cavalo, faço uma trança, prendo na ponta normal e enrolo o cabelo em um coque, sem prender com elástico, só prendendo com o próprio cabelo. Na hora de tirar a touca, o próprio coque se solta e você está com uma trança super gracinha. Na última prova coloquei uma headband enquanto estava correndo e super aprovei. Viseiras também são bem vindas. A roupa eu acho que é o item de maior importância. A minha assessoria esportiva fez um kit lindo, já com um macaquinho incluso. Eu adoro usar ele. É super prático e não me incomodo nenhum pouco com ele. Agora um segredo: as pessoas costumam não usar NADA por baixo dele. Isso mesmo, nada mesmo! Eu me senti muito "exposta". A minha primeira prova usei um maio por baixo e na segunda prova usei a parte de baixo de um biquini e um top de ginástica.

Acho muito legal e indico mesmo fazer essa prova. É nessa hora que colocamos em prática o treino e vemos que não é tão fácil assim, apesar da curta distância, do corpo se adaptar com a mudança rápida de uma modalidade para outra. Já estou de olho nas próximas provas!




sexta-feira, 28 de junho de 2013

Treinar em esteira

Esse post quem vai escrever é o Felipe, já que ele é "especialista" em treinar na esteira, porém com esse tempo mega chuvoso, eu também já estou ficando craque no assunto.

Se você acha que um minuto passa rápido você nunca esteve numa esteira.

Meu trabalho me impõe uma rotina diferente de 90% da população. Metade do mês eu trabalho "preso" em uma plataforma de petróleo e a outra metade passo em terra. É uma rotina diferente que eu me acostumei bem. O único problema nela é que quando estou embarcado o único jeito de treinar e na esteira. Faz quase um ano que corro então meu tempo de esteira é de mais ou menos 6 meses. Aprendi algumas macetes de como treinar com esteira e vou dividir com vocês:

Footpod
-Esteiras são imprecisas: se você for confiar na esteira pra dizer qual a velocidade ou distancia que você está treinando esqueça. A maioria erra e isso pode frustar um pouco teu treinamento por achar que você não está rendendo quanto deveria. A esteira que treino hoje erra em quase 10%. Ou seja, se ela está marcando que corri 10 km eu já corri 11 km. O que eu uso hoje para contornar isso é o Footpod (ou pedômetro) . O footpod é um acelerometro que você prende em um dos tênis. Ele se conecta com o seu computador de corrida e transmite os dados que recolhe da passada. Não são todos computadores que aceitam e alguns footpods só funcionam com alguns tipos de computador. Se bem calibrado ele vai te indicar a distancia percorrida assim como o pace. Pela minha experiência dá pra confiar bem nele. Outra alternativa é treinar por tempo. Ai não tem erro, qualquer relógio vai te servir. Pela sua experiência você pode estimar a distancia percorrida.

-Esteiras são chatas: todo mundo sabe. Passar 30 minutos na esteira é difícil, pior ainda 1 hora e 40 minutos. Esse foi o tempo máximo que já suportei na esteira. É um exercício de paciência e força de vontade. Diversos são os artifícios que você pode usar para tentar ajudar. O mais conhecido é a música. Eu sempre trago comigo o MP3 player mas consigo correr sem. O ideal é colocar músicas mais agitadas, músicas lentas "quebram o clima". Pensar também me ajuda muito. Quando penso em desistir (não por fadiga ou lesão..) lembro que tenho que estar feliz pela oportunidade que estou teno de praticar um esporte que gosto e pelo beneficio que tenho em faze-lo. Também penso que quanto mais tempo passo ali na esteira mais perto estou de chegar no meu objetivo, seja de terminar uma prova ou baixar meu tempo. Sei que se apertar aquele botão vermelho será uma alegria passageira, que daqui 15 minutos vou estar arrependido de não terminar o treino. Nunca parei um treino em esteira por estar me sentindo entediado mas diversas foram as vezes que tive vontade de parar.

-Esteira não tem feeling: é difícil correr por "feeling" na esteira. O calor da academia aliado a falta de percepção de velocidade fazia com que treinasse sempre em velocidades inferiores da que deveria treinar. Percebi e contornei isso usando um frequencimetro e um podometro. O frequencimetro funciona mais ou menos como um "conta-giros" para mim e consigo saber se estou abusando ou não do meu motor. Treinar com frequência cardíaca não é difícil e um treinador pode ajudar. Hoje consigo correr na esteira com um pace quase igual ao que eu corro em terra.

-Esteiras são muito boas pra treinar intervalos: a tendencia de quando treinamos intervalos é deixar o ritmo cair conforme vamos repetindo as series. A esteira não te deixa fazer isso. Programando a mesma velocidade a cada repetição você é obrigado a manter-se nela. Claro, se abusar da velocidade no começo pode ser que não aguente até o final do treino, mas é para isso que você pode usar o frequencimetro e/ou o podometro.

-Esteiras são perigosas: muita gente não usa aquela cordinha de segurança que algumas esteiras possuem. Em caso de queda ela asseguram que a esteira pare no momento em que você caiu evitando que você seja lançado para trás. Usar ela pode ser a diferença entre uma leve escoriação no joelho e uma lesão mais séria que te deixe afastado das atividades físicas. Faça do ato de prender a cordinha um hábito e nunca mais corra sem ela.

domingo, 23 de junho de 2013

Corrida dos Namorados

Noite fria de quarta-feira, dia 12 de junho. Dia dos namorados!
Os casais normais saem para jantar, vão ao cinema, trocam presentes. Coisas normais de pessoas em sã consciência.  Como nós não somos um casal normal e com certeza não estamos em plena sanidade, resolvemos comemorar de uma forma um pouco mais original e divertida. Fizemos uma corrida de revezamento!

A corrida escolhida foi a Corrida dos Namorados, e foi realizada no parque Tingui usando o mesmo percurso já bem conhecido pelos corredores curitibanos, o da Corrida da Lua Cheia. Consistia em 12.9km divididos em 3 voltas, nos primeiros 4.3km as mulheres corriam sozinhas, revezando com os homens para correrem 4.3km e a terceira volta realizada pelo casal junto fechando os últimos 4.3km. O melhor disso tudo que além do frio, o parque onde ocorreu essa prova é bem escuro em diversas partes e tem muita subida.

Eu (Júlia) sai para a primeira parte da prova esperando manter o pace em 6min/km. O primeiro km fiz bem abaixo disso, 5:42min/km, porém começaram as subidas e a fadiga da prova que tinha feito no domingo.
Em um outro post comentei que sinto muita dor na região do diafragma quando corro . Pois bem, não me atentei em deixar uma hora e meia de folga entre o lanche e a corrida, então assim que passei o km 2 as dores aparecerem, e bem fortes. Não parei para andar, isso nem passou pela minha cabeça. Prestei muita atenção na minha respiração e no fato que estava há 2km de revezar com o Felipe, que estava me esperando com muito frio. Só queria chegar o mais rápido possível.

Me esforcei muito para chegar ao ponto de revezamento o mais rápido possível.
Acabei não chegando tão mal quanto eu achava, mais da metade dos namorados ainda estavam lá, esperando para correr.

Eu (Felipe) sai para correr com o objetivo de fazer 4:12 min/km. Sai bem até, um pouco abaixo dessa média, mas as subidas me destruiram. Creio que o desgaste da prova de 10 km no domingo e o frio do dia contribuiram também. Foi sofrido chegar até até o fim da volta e no final a média deu 4:20 min/km. Recorde no percurso (18:50), mas longe do que poderia ter alcançado num dia bom.

Cheguei no portico de revezamento e eu e a Jú partimos para a terceira volta juntos. Saimos bem, fizemos força nas subidas, e fomos ultrapassados por uns 3 casais, mas foi muito gostoso correr juntos. Fazia tempo que não fazíamos isso. Chegamos com 01h12min em 26. lugar (tinham 70 no total).
Nossa janta acabou sendo no carro mesmo, na volta para casa. Uma deliciosa dose de whey! Melhor comemoração do dia dos namorados!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Meia Maratona de Florianopolis

Rápida, plana, fria. Esse foi o "peixe" que a O2 vendeu para atrair corredores para correr 21 km (também tinha prova de 10 e 5 km) a beira mar na Ilha da Magia. E atraiu MUITA gente, incluindo o casal que escreve nesse blog.

Antes de eu e a Júlia relatarmos as provas individualmente vou colocar o contexto em que nós corremos e nossos objetivos.

Comecei a me preparar para a prova há 3 meses e foi a primeira prova que eu me preparei com o auxilio de uma assessoria, a Webtreino. Anteriormente me preparava para provas com planos estabelecidos por eu mesmo ou planilhas achadas na internet. Conversei com o meu técnico, Fábio Bronze e estabelecemos um plano: se preparar para uma prova de 10 km e ir "subindo" as distancias até chegar na maratona daqui há mais ou menos 8 meses. Estava iniciando com uma base boa, fruto do treinamento que fiz para a minha primeira meia (que terminei em 1:45) e então a maioria dos treinos foram baseados em intensidade e intervalos. No começo sofri muito mas logo me acostumei com o treino. Analisando provas passadas e tempos em treinos o meu objetivo foi o de correr os 10 km abaixo de 45 minutos. Achei um objetivo razoável e não muito distante da minha realidade. Escolhi correr na Meia de Floripa exatamente pelos atrativos anunciados pela organização  Queria ter certeza que alcançaria meu máximo e que altimetria e temperatura não fossem obstáculos.

Após 3 meses de treinamento estava me sentindo pronto e a prova já estava chegando. Mas para minha infelicidade a "corrida" começou 3 dias antes: trabalho em uma plataforma de petróleo e estava programado para desembarcar dia 06 a tarde. Devido a um congestionamento o colega que iria me substituir não conseguiu comparecer a tempo do check-in do helicóptero no aeroporto e acabei tendo de ficar mais um dia a bordo. Não liguei muito, imprevistos acontecem, chegaria em casa sexta a noite e teria tempo suficiente para descansar e viajar no dia seguinte para Florianópolis. Sexta-feira chegou, fiz o voo de helicóptero sem problemas e cheguei em terra as 16 horas. Tempo suficiente para chegar até o aeroporto do Galeão, normalmente leva 45 minutos. Não dessa vez. Engarrafamentos absurdos, demorei 3 horas para chegar no aeroporto, mas cheguei a tempo. Pensei que apos passado esse susto nada mais daria errado. O voo saiu no horário, mas chegando em Curitiba o piloto anuncia que não teríamos teto para pousar e seguiríamos para Maringá. Comecei a ficar preocupado, pois o Kit da corrida não seria entregue no dia da corrida. Chegando em Maringá nos ofereceram um onibus para voltar para Curitiba. Não tive nem dúvida e meia noite o onibus partiu para Curitiba. Cheguei em Curitiba as 7 e 30 da manha, fui pra casa tomei um banho arrumamos as coisas e logo partimos para Floripa. Durante nossa viagem tivemos uma noticia muito boa: minha cunhada de 9 anos havia feito a sua primeira prova de natação e chegou em primeiro na sua bateria. Ficamos muito felizes e isso com certeza aumentou meu animo e o da Júlia. Chegamos em Florianopolis as 15:00 e direto para o hotel Majestic para pegar os kits. Dormimos cedo no mesmo num hotel próximo a largada e as 5 da manhã estávamos acordados para tomar o café da manhã. Acertamos os detalhes finais e partimos para a corrida.

Nossos números

A largada ocorreu no horário programado , as 7 da manhã e as provas dos 5, 10 e 21 km aconteceu simultaneamente, erro ABSURDO da organização. MUITA gente aglomerada antes do pórtico, eu tentei avançar um pouco para frente da largada mas não consegui ir muito longe. Acredito que havia uma fila de mais ou menos uns 100 metros para largar e mesmo tendo avançado por pelo menos metade da massa de corredores demorei 1:30 para alcançar o pórtico e começar a corrida.  Os números de peito distribuídos apresentavam cores diferentes: azul, verde e branco com a intenção de organizar a largada em baias. Não adiantou nada ninguém respeitou muitas pessoas que estavam ali para fazer 5 km andando largando na frente de quem queria fazer uma meia maratona rápida. Além disso a divisão das baias muito abrangente. Não lembro agora como exatamente estava organizada, mas acho que a baia verde era indicada para quem tinha pace de 7 min/km e a azul de 6/km. Mesmo se os corredores respeitassem com certeza haveria congestionamento na largada devido a falta de uma organização melhor para as baias.

Passado o pórtico o primeiro desafio foi tentar impor meu ritmo no meio daquele formigueiro. Minha meta era iniciar com 4:20 min/km e avaliar durante a prova se poderia ou não aumentar a velocidade. Foi complicado, muitas pessoas correndo de lado a lado formando filas, gente se confraternizando no meio da prova... Tive que pegar a ciclovia que passava paralelo a rua para fugir das pessoas. Funcionou muito bem, mas mesmo assim só consegui correr confortável e sem ficar desviando de pessoas no km 3. O primeiro km apesar das dificuldades eu consegui fechar em 4:28, um pouco acima do que eu queria mas dada a situação sinto que ainda sai no lucro.  Logo passando o segundo km a prova seguia por um viaduto. Não devia ter mais que 12 metros de altura mas algumas pessoas reclamaram bastante da prova ter passado por ali, principalmente quem fez os 5 kms pois logo apos descer o “morro”  os corredores deviam retornar pelo mesmo viaduto. Para os 10 km e meia a corrida avançou bastante até que o retorno fosse feito. A frente do viaduto somente leves inclinações que pouco afetavam o pace e foi assim quase a prova inteira. O segundo km eu fiquei bem entretido pelo percurso e não me lembro muita coisa. No terceiro km comecei a me avaliar: vi que o ritmo não estava nem muito pesado nem muito leve, senti que dava pra levar daquele jeito até o final. Pouco antes de entrar no quarto quilometro um rapaz jovem de camisa azul me ultrapassou. Senti que ele estava me “marcando” pois me passou seguiu rápido por uns 100 metros e depois diminuiu o passo. Decidi que não ia deixar barato e a partir daquele momento ele passou a ser meu coelho. Entramos e um túnel que devia ter uns 500 metros e quando percebi o cadarço do meu pé direito desamarrou. Fiquei um minuto pensando no que deveria fazer, ponderei em continuar a prova mesmo com o risco de tropeçar e ter que abandonar por ter me machucado. Decidi perder 10 segundos e terminar seguro. Só não contava que ia ser bem mais difícil amarrar os tênis durante uma corrida. Já tinha lido antes que quando você está no meio de uma prova perde a coordenação fina, mas não imaginava que era tanto. Não deu pra amarrar direito o tênis, só enfiei a ponta dos cadarços para dentro do tênis e prossegui. Voltei correndo um pouco mais forte para compensar o tempo perdido e pouco tempo depois encontrei meu coelho. Não estava muito longe e antes de fazer o retorno no km 5 eu ultrapassei ele.

Fazia muito tempo que não fazia uma prova de 10 km e meu pace agora estava 1 minuto comparando com minha última 10 k. Isso me deixou um pouco confuso pois os kms estavam passando muito mais rápidos do que imaginava, a metade da prova chegou e eu nem tinha sentido os 5 primeiros kms, bem diferente de provas anteriores que eu havia feito. Isso me deixou confiante e a partir daquele momento tinha certeza que iria terminar com um tempo bom. Retornando pelo túnel logo vejo o rapaz de camisa azul me passando novamente, tentei incentiva-lo mas ele fingiu que não era com ele e além disso botou uma boa distancia na minha frente. Continuei na cola dele e meu objetivo naquele momento era pelo menos encostar nele antes de acabar. Os kms foram passando até chegarmos de novo ao viaduto. Tirei um pouco da distancia dele na subida mas ele tirou ainda mais na descida. Ele passou um posto de abastecimento, pegou água e diminui bastante o ritmo. Diminuiu tanto que nem tive que forçar para alcança-lo. Fiquei de cara e disse “Po porque diminuiu tanto? Voce tava indo muito bem até agora! Vamos lá, vamos terminar fortes juntos!” e fomos. Um do lado do outro, um puxando o outro em ritmo sub 4 min/km. Estávamos a 1,5 km do final e logo a rua começou a encher com corredores que estavam terminando os 5 kms. Muita gente andando. Passamos muita gente juntos, chegando nos 300 mts finais apertamos ainda mais o passo. Olhei para o relógio e fiquei muito satisfeito com o tempo, não importava mais se ia chegar antes ou depois dele, e como tinha muita gente no pórtico de chegada resolvi diminuir um pouco para ele passar sozinho e eu logo após. A Júlia me viu chegando e ficou um pouco indignada pois não tinha dado um “Sprint” final. Eu sempre prezo por terminar a prova bem, e naquele momento já estava com a sensação de dever cumprido. Cruzei a linha de chegada com meu relógio marcando 42:06 (o tempo liquido oficial foi 42:07). Bati meu recorde em 12 minutos e tinha feito um amigo correndo. Conversamos um pouco no final da prova, agradecemos um ao outro. Pra quem me conhece bem sabe que sou muito fechado e tímido, mas as vezes a corrida nos aproxima de um jeito diferente das pessoas. Foi bom...

Agora o relato da Júlia:"A minha prova foi também estressante de início. Demorei 2min30seg para conseguir passar pelo pórtico e quase 2km só ultrapassando e tentando achar meu lugar ao sol. Acabamos pegando um viaduto, uma elevação de aproximadamente 10m de altura, o suficiente para muita gente reclamar absurdos disso. Como estava correndo apenas 5km, acabamos saindo do viaduto, já fazendo o retorno e novamente pegando o viaduto. Eu gostei, afinal as subidas, por enquanto, são meu forte. Quando percebi já estava no km 4! Quando vi o pórtico de chegada logo a minha frente, uns 200m, respirei fundo e fui… dei tudo de mim em um sprint! Consegui chegar um pouco abaixo do que planejava. pretendia acabar a prova em 30min (pace de 06min/km), acabei em 29min30seg. Os meus tempos foram: 1. km 06:10min, 2. km 05:53min, 3. km 05:48min, 4. km 05:53 e 5. km 05:33. Foi muito bom me desafiar e saber que posso um pouco mais do que eu mesma estava acreditando."


Após a chegada encontrei a Julia e fiquei sabendo que ela atingiu seu objetivo! Além disso ela me contou que foi reconhecida pelo Vitor, o repórter da O2 que escreveu nossa matéria de como perdemos peso. Senti orgulho de nós pela transformação que nossas vidas sofreram em tão pouco tempo.

Essa foi a primeira prova da semana! Logo teremos o relato da Corrida de Revezamento dos Namorados e do Aquathlon da Graciosa.